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O “CURIOSITY” E A EXPLORAÇÃO DO PLANETA MARTE

Palestra de Ivair Gontijo

Dia 21 de Dezembro – 18:30h

CENTRO CULTURAL da UFMG

Av. Santos Dumont, 174 – Centro – B.Hte.

Entrada Franca


 Por mais de 2 mil anos a humanidade tem estudado o planeta Marte. Nas últimas décadas vários satélites da Terra foram mandados para lá e veículos desceram até sua superfície aumentando nosso conhecimento acerca desse nosso vizinho.  Agora já sabemos que Marte teve oceanos no passado, mas por alguma razão a água sumiu!

No dia 6 de Agosto de 2012 o projeto MSL (Mars Science Laboratory) fez um pouso dramático, colocando na superfície de Marte o veículo Curiosity de 900 kg; carregado com instrumentos para estudar o planeta.

Venha conhecer mais sobre a exploração espacial com Ivair Gontijo, um mineiro de Moema, formado na UFMG (DF/ICEx), que trabalha no Laboratório de Propulsão à Jato (JPL) da NASA e que coordenou os trabalhos de construção do radar que controlou a descida final do Curiosity em Marte.

A palestra será em um nível bastante acessível, com muitos vídeos e fotos, mostrando a construção do Curiosity; seu lançamento e a emocionante descida em Marte.

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Após a palestra, Ivair Gontijo participará “ao vivo” do programa Universo Fantástico, da Rádio Inconfidência (OM 880; OC 6010 ou internet); com apresentação do Prof. Renato Las Casas; e cujos temas principais serão Marte; a NASA e o “Fim do Mundo”.

Durante o programa serão respondidas perguntas da platéia e dos ouvintes.

 

O pesquisador Ivair Gontijo, ex-aluno do ICEx, sempre se interessou pelas ciências exatas, como matemática e física, se dedicando muito e lendo livros que abordavam o assunto.  Atualmente, como técnico no Laboratório de Propulsão à Jato da Nasa, que coordenou os trabalhos de construção do radar que controlou a descida final do robô Curiosity em Mart, apresenta na sexta-feira, no Centro Cultural da Ufmg, a palestra Curiosity e a Exploração do Planeta Marte. A palestra terá a apresentação de vídeos e fotos que mostram a construção do Curiosity, seu lançamento e a descida em Marte.

O coração do radar


Nos últimos anos, Ivair liderou um grupo que desenvolveu uma parte da sonda Curiosity, que está no solo de Marte desde agosto passado. Juntamente com sua equipe, construiu o coração do radar de descida do Curiosity que foi essencial no processo de descida do Curiosity ao solo marciano.

 Antes de ir pra NASA, Ivair trabalhava no Brasil com fibra ótica, o que facilitou seu trabalho com o radar.


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O ano de 2014 foi único para o ICEx. Neste ano, o Instituto de Ciências Exatas da UFMG manteve seu bom desempenho como a mais importante escola de formação em Ciências Exatas do Estado de Minas Gerais. Nossos alunos, professores, técnicos e pesquisadores e departamentos foram agraciados com diversos prêmios nacionais e internacionais. O Instituto continuou caminhando em direção à internacionalização. Com a parceria dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e das diversas agências de fomento, foi possível trazer para o ICEx diversos pesquisadores,professores e alunos de Universidades de outras regiões do Brasil e do mundo, bem como, enviar nossos estudantes e professores para aprimorar seusconhecimentos nessas instituições.

Seguindo o tripé básico da Universidade, o Instituto tem orgulho de ter atuado com êxito no empreendimento de projetos de pesquisa, ensino e extensão. Cientes do poder de transformação do conhecimento, investimos na formação de projetos e sobretudo de pessoas capacitadas a construir um país e um mundo melhor.

Agora, ao fim desteano repleto de realizações, o ICEx gostaria de desejar a todos que atuaram em prol dessasrealizações: alunos, professores, pesquisadores, servidores e demais funcionários, um FelizNatal e um Próspero 2015 , no qualcontinuaremos trilhando um caminho de sucesso.

- A Diretoria

 

 

 

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Diretoria do ICEx promoverá evento para valorização dos funcionários

 

A fim de promover uma maior qualidade de vida no trabalho, o Instituto de Ciências Exatas realizará no dia 31 de março, às 10h, o 1º Encontro de Valorização e Fortalecimento dos Profissionais do ICEx. O evento, voltado a todos os funcionários administrativos, acontecerá no auditório 3, no segundo andar do Instituto.

Durante os encontros, serão promovidas palestras que visam estimular a criatividade, o aprendizado e o desenvolvimento pessoal, estimulando e melhorando a comunicação, a administração de conflitos e o trabalho em equipe.

 

O evento será ministrado pela Doutoranda em Psicologia Social, professora Marli Andrade, que terá como tema a valorização profissional.

 

O que: 1º Encontro de Valorização e Fortalecimento dos Profissionais do ICEx

Quando: Dia 31 de março, terça-feira, ás 10h

Onde: Auditório 3 - ICEx

 

 4. Curso Gest  o Administrativa

 

 

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Prof. Wagner Meira é professor do DCC e Coordenador do evento.

 

”Congregar pesquisadores e profissionais nas áreas de mineração de dados e aprendizado de máquina, bem como suas aplicações em áreas como as mídias sociais e e-saúde” foram os temas do workshop realizado no dia 17 de janeiro no Instituto de Ciências Exatas (ICEx), na UFMG. Organizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (InWeb), Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação pela UFMG (PPGCC) e o Departamento de Ciência da Computação (DCC), aconteceram discussões sobre as agendas de pesquisa e planejamento de iniciativas em termos de projetos conjuntos de pesquisa, eventos, desenvolvimento e transferência de tecnologia.

 

Participaram os professores Wagner Meira Júnior, do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, Alexandre Plastino da Universidade Federal Fluminense, André Carvalho, da Universidade de São Carlos, Mohammed Zaki, Instituto Politécnico Rensselaee, Nova York e Sandra de Amo, da Universudade Federal de Uberlândia. O professor Meira apresentou um quadro para a pesquisa e desenvolvimento de modelos de mineração de dados, algoritmos e sistemas, além do Observatório da Web, uma plataforma para coletar, analisar e apresentar, em tempo real, informações extraídas das redes sociais e na web, bem como algumas de suas instâncias que incidiu sobre esportes, política e saúde.

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A crise hídrica representa uma oportunidade para o desenvolvimento de processos para o monitoramento dos reservatórios e cuidados com a qualidade da água distribuída nas cidades. Nos últimos anos, os sensores hidrológicos tornaram-se mais avançados, mas as tecnologias disponíveis ainda são caras, de difícil manutenção e quase sempre importadas.

Uma alternativa a esse cenário é a HydroNode, sonda que mede, de forma contínua, parâmetros da qualidade da água em colunas de até 30 metros de profundidade. Desenvolvido por equipe de pesquisadores da UFMG, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o dispositivo é de baixo custo, pode ser fabricado e distribuído no Brasil e mensura variáveis que determinam a pureza da água: temperatura, concentração de oxigênio dissolvido, turbidez (propriedade óptica de absorção e reflexão da luz na água), pH, condutividade elétrica e níveis de clorofila A.

“A ideia era criar um dispositivo que ficasse dentro da água, captando informações e transmitindo os dados por meio de uma rede aquática sem fio”, explica o professor Luiz Filipe Menezes Vieira, do Departamento de Ciência da Computação da UFMG (DCC) e um dos participantes do projeto.

Vieira explica que o funcionamento da sonda é relativamente simples, uma vez que os nós sensores captam as informações e as transmitem para uma central. “O nó sensor do sistema é um elemento computacional com capacidade de processamento, sensoriamento e comunicação. Além disso, usamos uma fonte de energia, como uma bateria simples, para fazer o sistema funcionar”, diz.

A sonda pode ser usada de três maneiras. Nas duas primeiras, o objeto é preso por meio de uma âncora fixada no fundo do rio ou por uma boia-plataforma na superfície. Na última, ela é solta na água e se movimenta no leito do rio, lago ou tanque analisado, sendo coletada posteriormente.

Segundo o professor, uma inovação apresentada pela sonda HydroNode é o fato de atuar como um nó sensor aquático e transmitir dados para outras sondas, formando uma internet aquática. Os dados dessa internet podem chegar à internet convencional e ser acessados em qualquer lugar do mundo.

Segundo Luiz Filipe, o envio de dados em meio aquático foi o maior obstáculo para concretização do projeto. “Os componentes eletrônicos precisam estar bem vedados para não entrar em contato com a água, que ainda dificulta a propagação de ondas eletromagnéticas. Como a água absorve a energia da onda eletromagnética, tivemos que desenvolver outro modo de comunicação que carregasse as informações coletadas pelo equipamento”, explica Luiz Filipe. A solução encontrada foi enviar dados por ondas mecânicas acústicas, “reproduzindo o mesmo processo de propagação da voz humana no ar e possibilitando que as informações coletadas sejam analisadas remotamente”, acrescenta o pesquisador.

Além do controle de índices de qualidade de rios e lagos, a HydroNote também pode ser usada na aquicultura, em plataformas de petróleo e em reservatórios. “No caso da aquicultura, o monitoramento do oxigênio é extremamente importante para a criação de peixes. Já nas plataformas de petróleo, a HydroNote pode alertar sobre vazamentos, evitando contaminações e desastres ambientais”, afirma Luiz Filipe.
Parceria

O Laboratório de Gestão de Reservatórios (LGAR) da UFMG, coordenado pelo professor Ricardo Motta Pinto Coelho, do Instituto de Ciências Biológicas, estuda a qualidade da água de lagos e rios há mais de 30 anos. Para as atividades do laboratório, a equipe do professor já adquiriu muitos modelos de sondas, produzidos por vários fabricantes.

Nas últimas pesquisas desenvolvidas pelo LGAR, focadas em análises de grandes reservatórios, a demanda crescente forçou a equipe do laboratório a buscar sondas mais baratas e eficientes. “O LGAR nos contatou e encomendou um software e sistemas eletrônicos e mecânicos que, acoplados, poderiam ser utilizados para o desenvolvimento de uma plataforma de monitoramento aquático genuinamente brasileira”, diz Luiz Filipe Vieira.

A parte eletrônica, a montagem das placas, a solda de componentes, o desenvolvimento do software e dos protocolos ficaram a cargo dos pesquisadores do DCC/UFMG, da UFJF e da UFV. Já a estrutura física da sonda foi montada por prestadores de serviço.

Projeto: HydroNode
Pesquisadores envolvidos: Luiz Filipe Menezes Vieira (UFMG), Marcos Augusto Menezes Vieira (UFMG), José Augusto M. Nacif (UFV), Alex Borges Vieira (UFJF)

FONTE: Boletim UFMG

 

boletim

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Primeiro programa dedicado a mulheres cientistas no mundo, o “L’Oreal-UNESCO For Women in Science”, foi fundado em 1998, para valorização da mulheres e da sua atuação no meio científico. É com este propósito que todos os anos o programa identifica, recompensa, incentiva e coloca sob os holofotes, excepcionais cientistas de todos os continentes.

 

Desde sua fundação, a premiação reconheceu mais de 2.000 mulheres em 115 países: 87 laureadas homenageadas pela excelência de suas pesquisas no programa global e 1987 Fellows, talentosas jovens mulheres que receberam bolsas-auxílio para prosseguir com seus promissores projetos de pesquisa. Duas delas inclusive foram posteriormente reconhecidas com o Prêmio Nobel: as Dras. Ada Yonath e Elizabeth Blackburn.

 

Nesta edição, podem se inscrever pesquisadoras das áreas de matemática, química, biologia e saúde que tenham terminado o doutorado a partir de 2009. Ao todo serão sete premiadas que receberam cada uma 20 mil dólares.

 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio. O regulamento completo e uma guia para inscrições podem ser encontrados no linkhttp://www.paramulheresnaciencia.com.br/

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ICEx inicia projeto piloto para os calouros

 

O grande número de reprovação na disciplina de Matemática em todo o país é o maior problema enfrentado hoje nas universidades. Para diminuir este número, o Programa de Educação Tutorial de Matemática (PET – Matemática) do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), inicia amanhã, dia 8, o curso de Cálculo Semi-Presencial Verão 2013, no horário de 9:00 às 12horas, no auditório 1 e 2, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx).

Com 330 vagas, o curso vai atender os calouros aprovados no vestibular dos cursos de Matemática diurno e noturno, Matemática Computacional, Física diurno e noturno, Química diurno e noturno, Estatística e Ciências Atuariais. ”Nosso objetivo preparar os novos alunos para enfrentarem as disciplinas iniciais de Matemática com um mínimo de base necessária, antes de o curso começar, no mês de Março” explica o coordenador do curso, Alberto Sarmiento.

O projeto é piloto e pertence ao Programa de Educação Tutorial, como parte de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Com isto o PET da Matemática contribui com o processo de formação de seus colegas estudantes não necessariamente da mesma área de formação.

 

O que? Curso de Cálculo Semi-Presencial Verão 2013-02-07

Onde? Auditório I e II do ICEx, UFMG

Horário? 8h00 às 12h00

Duração? Do dia 8 à 16 de Março

Próximo Encontro Presencial: sexta-feira 22 de fevereiro

Página do curso: http://www.mat.ufmg.br/Pre_calculo/


 

 

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Professor Oscar Malta, da Universidade Federal de  Pernambuco.

 

Nos dias 21 e 22 de fevereiro acontecem no Departamento de Química do ICEx, da UFMG, duas conferências com a participação de professores de outros Estados. Na primeira, dia 21, o professor Gerd Bruno da Rocha, da Universidade Federal da Paraíba, fala sobre os Métodos de Química Quântica Aplicados na Modelagem de Sistemas Moleculares Complexos, às 14 horas, na sala 126, no departamento de Química. De acordo com o professor este é um dos grandes desafios na área de modelagem molecular: o tratamento químico quântico completo de sistemas de alta complexidade molecular. A importância de se modelar tais sistemas com esses métodos vem do fato de que os fenômenos mais relevantes para explorar só podem ser tratados com esse nível de teoria.

 

No dia 22, às 10 horas, na sala 126 do Departamento de Química, o convidado é o professor Oscar Malta, da Universidade Federal de Pernambuco. Com o tema “A polarizabilidade da região de recobrimento na ligação química: de moléculas diatômicas a sólidos”. Serão apresentados os conceitos de polarizabilidade da região de recobrimento e valência iônica específica, introduzidos em 2002, podem ser usados para quantificar e estabelecer uma escala de covalência. Consequências desses conceitos vêm sendo exploradas em moléculas diatômicas, sistemas moleculares complexos e sólidos. Neste seminário fundamentos e resultados serão apresentados.

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Nivio Ziviani, da UFMG, criou três companhias nos últimos 18 anos. Vendeu duas, uma para o Google. Aos 68 anos, continua à frente do terceiro empreendimento

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O empreendedorismo em universidades não é uma prática muito comum no Brasil. A criação de empresas que dependem da pesquisa intensiva tem pouco espaço. O professor mineiro Nivio Ziviani é uma exceção: com 68 anos, exibe no currículo três startups fundadas nos últimos 20 anos. Duas delas foram tão bem-sucedidas que acabaram vendidas, uma delas para os poderosos empresários do Google. A terceira e atual tem dez funcionários e faturamento anual na casa dos milhares.Desde 1982, o docente do departamento de Ciência da Computação já sabia da importância de aproximar universidade e mercado da maneira mais eficiente possível: aplicando o conhecimento em empresas produtivas. Estudante de graduação de engenharia mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na virada dos anos 70, ele foi monitor do primeiro computador da instituição, uma peça do tamanho de uma sala.

Como se proteger da crise financeira

Sua vida mudou no começo dos anos 80, quando fez doutorado na Universidade de Waterloo, no Canadá, onde foi aluno de Gaston Gonnet, fundador de 11 empresas. “Ele me ensinou a importância de transformar resultados de pesquisa em riqueza para a sociedade, na forma de startups”, conta Nivio.

A expansão da internet, na década seguinte, facilitou o desenvolvimento de startups na UFMG. Em 1994, Nivio fundou o Laboratório para Tratamento da Informação, existente ainda hoje, com objetivo de gerar tecnologias com utilidade comercial. De dentro do campus mineiro surgiriam empresas como o Mercado Persa, um dos primeiros sites de comércio eletrônico do Brasil, e o projeto de computador popular que deu origem à empresa International Syst.

Blog: As muitas razões para abrir o próprio negócio

Foi nesta época que Nivio assumiu a frente de sua primeira empresa: a Miner surgiu em 1997, resultado de uma sociedade com um aluno de mestrado que pesquisava robôs eletrônicos capazes de realizar buscas na internet com maior eficiência. Nove meses depois do lançamento, a ferramenta tinha 30 mil consultas diárias. Foi vendida em 1999 por R$ 4 milhões.

Enquanto assinava a papelada de venda, o professor estava pronto para o próximo passo.

Profissionais de ponta
A Akwan, especializada em buscas muito específicas na internet, surgiu em 1999. Em 2005, chamou a atenção dos fundadores do Google, que no ano seguinte chegaram a visitar Nivio e sua equipe no Brasil. A compra da Akwan, por um valor nunca revelado, foi a segunda na história da empresa realizada fora dos Estados Unidos. Foi a partir da negociação que surgiu, em Belo Horizonte, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Google na América Latina. O Google não queria só a tecnologia desenvolvida pelo pesquisador: procurava também mão de obra extremamente qualificada que ele havia treinado.

 

A parceria da universidade com as empresas criadas dentro de seu polo de tecnologia continua se mostrando positiva para os dois lados. Depois da venda da Miner, Nivio doou R$ 100 mil à UFMG, uma forma de retribuir a instituição e demonstrar, de maneira concreta, o tipo de retorno que pode surgir da parceria entre acadêmicos e empreendedores. E mais: a universidade é hoje detentora de 5% das ações da Zunnit, o terceiro e mais recente empreendimento do professor.

A Zunnit é especializada em recomendação: a sugestão personalizada de notícias e produtos culturais para o usuário e o uso de técnicas de deep learning e big data para fornecer análises do comportamento dos internautas..

Para Nivio Ziviani, a geração de empresas da parte de universitários é uma necessidade. “No momento em que a sociedade passa a enxergar a universidade como geradora de riqueza, os ganhos podem ser enormes”, afirma. “Gostaria de ir muito mais longe e poder contribuir para a criação de um paradigma que possa ser seguido por muitos outros grupos de pesquisa.”

Fonte: Publicado pelo portal “Terra economia”

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Tecnologia que separa água e óleo foi patenteada: eficácia se deve ao tratamento químico

 

Nas três últimas décadas, foram registrados, no Brasil, cinco graves acidentes em plataformas de petróleo. Na maioria das vezes, essas ocorrências se deveram a explosões, que culminaram em vazamentos de grandes volumes de óleo em alto-mar.

Danos dessa natureza poderão ser amenizados graças a um filtro que separa água e petróleo com eficácia de 99%, desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Química do Icex. Atualmente, quando há esse tipo de acidente, a água misturada com o óleo precisa ser transportada para terra para só então receber o tratamento que separa as duas substâncias, configurando um processo demorado e de alto custo. Com o filtro, essa separação poderá ser feita em alto-mar, de forma mais rápida e com economia de custos.

“Todo o gasto provocado pelo transporte da água contaminada até a terra firme deixa de existir. O filtro é levado para a plataforma, e a água, bombeada para ele. Depois que ocorre o processo de separação, a água é devolvida limpa ao mar. O petróleo, por sua vez, é depositado nos compartimentos do navio já pronto para uso e comercialização”, explica o coordenador do projeto, professor Jadson Belchior, do Departamento de Química da UFMG.

Segundo ele, os ganhos advindos do novo processo são enormes, uma vez que a água representa 60% do líquido transportado para terra firme a fim de ser submetido ao processo de separação. “Como a filtragem passa a ocorrer no mar, os navios precisam transportar apenas o petróleo. Carregando menos ­volume, há considerável economia de gastos de transporte, além da recuperação total do óleo derramado”, diz.

 

Evolução

 

O filtro que separa óleo e água é um desdobramento de pesquisa coordenada pelo professor Jadson Belchior, em parceria com Geraldo Magela de Lima, também do Departamento de Química da UFMG. Em 2012, seus trabalhos resultaram em um dispositivo que separava petróleo e água. Era uma espécie de tijolo que, lançado no local de vazamento de óleo, absorvia o petróleo derramado.

O material recebia um tratamento químico que favorecia a interação das moléculas do petróleo com a superfície do material. Em seguida, os pedaços de tijolo eram levados para terra firme, onde eram reaproveitados pela indústria siderúrgica. “O alto custo do transporte desses tijolos foi o passo inicial para que chegássemos ao filtro, uma alternativa mais eficaz porque elimina essa necessidade”, conclui Jadson Belchior.

 

Veja a matéria completa no link: https://www.ufmg.br/boletim/bol1896/4.shtml

jadson prof

Jadson Belchior: filtragem em alto-mar

 

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