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Detalhe da Via Láctea com as posições dos aglomerados UFMG 1 (vermelho), UFMG 2 (azul) e UFMG 3 (verde), descobertos pela equipe do ICEx quando estudava
o NGC 5999 (rosa). As regiões escuras representam nuvens interestelares de gás e poeira. A luz das estrelas que compõem a galáxia gera o brilho esbranquiçado que permeia a área central da imagem

 

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Física da UFMG conseguiu discriminar três aglomerados de estrelas em movimento na Via Láctea. Cada um desses sistemas, com diâmetro entre 13 e 19 anos-luz, reúne mais de 200 astros ligados gravitacionalmente. Registrados com os nomes de UFMG 1, UFMG 2 e UFMG 3, os objetos têm idade estimada entre 100 milhões e 1,4 bilhão de anos. 

A pesquisa foi baseada na análise de dados e imagens do céu obtidas pelo satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia. Essas imagens foram tratadas e disponibilizadas na internet. A descoberta é fruto da investigação do doutorando Filipe Andrade orientado por Wagner Corradi Barbosa e pelo professor João Francisco dos Santos, do Departamento de Física. Também Participaram da caracterização dos aglomerados os pesquisadores Francisco Maia e Matheus Ângelo, ex-integrantes do Laboratório.

O trabalho, publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, é apresentado na reportagem de capa da edição 2.047 do Boletim UFMG

João Paulo Martins (em pé, à esquerda) e alunos: os quatro concorrentes brasileiros trouxeram medalhas da Europa

 

Os quatro representantes brasileiros na edição deste ano da Olimpíada Internacional de Química - realizada no fim de julho de 2018, na Eslováquia e na República Tcheca -, todos medalhistas, receberam  treinamento no Departamento de Química da UFMG. Em março de 2018, um grupo de 16 estudantes de ensino médio, de diversos estados, foram preparados por 15 professores da UFMG, nas áreas de química orgânica, físico-química, química analítica e química inorgânica.

Os premiados foram Ivna Ferreira Gomes, Vinicius Figueira Armelim (ambos com medalha de ouro), João Victor Moreira Pimentel (prata) e Orisvaldo Salviano Neto (bronze). Ivna, João Victor e Orisvaldo são oriundos de escolas do Ceará, e Vinícius estuda em São Paulo. No total, foram distribuídas 198 medalhas, e o Brasil, que ficou na 12° posição, teve seu melhor desempenho no evento mundial, que é realizado a 50 anos. O país registrou melhor classificação da Américas, depois dos Estados Unidos.

Durante duas semanas, oito horas por dia, o grupo assistiu as aulas sobre tópicos avançados, de nível universitário. Além de resolver questões propostas pelo Comitê Organizador Internacional, os jovens foram desafiados por problemas elaborados pelos professores do ICEx.

Exemplo de irregularidade próxima a ferrovia: descarte irregular de materiais

 

 

O Departamento de Ciência da Computação, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da UFMG, participa do Projeto GeoControle, que visa à pesquisa, desenvolvimento e capacitação do Tribunal de Contas da União (TCU), com uma série de ferramentas baseadas na aplicação das geotecologias para a modernização dos procedimentos de fiscalização. Em se tratando de georreferenciamento, dados estatísticos, orçamentários, ambientais, demográficos, dados relativos à saúde, educação, transporte, segurança, topografia, uso de solo, agricultura, além de, obviamente, obras públicas, podem ser georreferenciados pelo Projeto GeoControle.

O Projeto GeoControle tem sido desenvolvido em diversas fases que incluem parceria com pesquisadores de universidades brasileiras como a UnB e a UFMG. No contexto do Projeto GeoControle, o Departamento de Ciência da Computação (DCC), por meio do grupo de interesse em Reconhecimento de Padrões para observação da Terra - Patreo, é responsável por desenvolver ferramentas para a automação da detecção de padrões de irregularidades. O processo se dá por meio de sistemas de inteligência artificial, relacionados ao uso de tecnologias de sensoriamento remoto e de geoprocessamento. As atividades de pesquisa e desenvolvimento incluem:

1. Avaliar as técnicas de inteligência artificial para segmentação, detecção, classificação e identificação de padrões de possíveis irregularidades (não conformidades) presentes em imagens de sensoriamento remoto, indicando para o Tribunal os prós e os contras de cada uma delas, de modo que o TCU e a GIZ possam, fundamentadamente, definir qual será a base tecnológica para atender aos requisitos de desenvolvimento, integrado ao sistema ArcGIS.

2. Avaliar o uso de imagens de satélite de baixa resolução, seu potencial e limite de evidenciação de potenciais irregularidades, principalmente no que se refere aos padrões de cobertura vegetal que deem suporte à classificação necessária para atendimento à fiscalização do projeto de regularização fundiária na Amazônia, o Projeto Terra Legal, e à aferição dos dados do Cadastro Ambiental Rural, além da avaliação temporal do desenvolvimento das obras da Ferrovia Nova Transnordestina; 

3. Avaliar o uso de imagens de alta resolução, seu potencial e limite de evidenciação para detecção e documentação de potenciais irregularidades, a partir de imagens coletadas pela constelação de satélites Plêiadesjá adquiridas pelo TCU;

4. Pesquisar e desenvolver técnicas e metodologias de modo a permitir a automação da detecção de padrões de irregularidades com utilização das imagens de sensoriamento remoto nas atividades de Controle Externo e disponibilizá-las por meio de módulos integrados ao sistema ArcGIS.

A sigla Patreo vem da denominação em inglês: Pattern Recognition and Earth Observation  (ou grupo de interesse em Reconhecimento de Padrões para Observação da Terra). O coordenador do Patreo é o professor do DCC UFMG, Jefersson Alex dos Santos.

Aluna de doutorado no Laboratório de Micologia do Instituto de Ciências Biológicas.

 

Ser cientista não é fácil. A carreira científica implica empecilhos que vão do corte de recursos por parte dos órgãos governamentais à burocracia para a importação de materiais científicos. Talvez seja uma carreira ainda mais difícil quando se é jovem, e não se conhece bem o funcionamento do campo científico.

É por isso que o ACS Student Chapter da UFMG realiza, no dia 13 de abril, o Simpósio para Jovens Cientistas. Entre os assuntos que serão debatidos, estão a iniciação científica, a interdisciplinaridade, o empreendedorismo e o planejamento de carreira. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas, com vagas limitadas.

O professor Diogo Montes Vidal, do Departamento de Química da UFMG, falou sobre a atividade em entrevista ao programa Expresso 104,5, da Rádio UFMG Educativa, nesta segunda-feira, 2.

O Simpósio para Jovens Cientistas terá palestras sobre o planejamento de carreira, divulgação científica, empreendedorismo, importância da língua estrangeira, interdisciplinaridade e iniciação científica. O evento será realizado das 13h30 às 18h, Departamento de Química da UFMG, que fica no prédio do Instituto de Ciências Exatas (ICEx).

 

Trabalho destacado pela Sociedade Brasileira de Física é fruto da tese de doutorado de Leonardo Guerini

 

Um grupo de pesquisadores investigou, do ponto de vista da física teórica, quais medições podem ser simuladas. O resultado do estudo foi descrito no artigo Simulating positive-operator-valued measures with projective measurements, publicado na revista Physical Review Letters. A pesquisa, que contou com a participação de Leonado Guerini, doutor pelo Programa de Pós-graduação em Matemática do Instituto de Ciências Exatas da UFMG (Icex), recebeu destaque da Sociedade Brasileira de Física (SBF).

Segundo Guerini, o artigo aborda o conceito de singularidade projetiva e medições quânticas. “É um sistema que apresenta vantagens sobre outras medições. Pesquisas neste campo são importantes para os ramos cada vez mais ativos de medições, como a arquitetura e o processamento de informação por vias quânticas”, exemplifica.

Em sua tese de doutorado, defendida no mês passado, Leonardo Guerini tratou de modelos locais de estados quânticos. “Quando fazemos uma medição no sistema quântico, não temos uma resposta determinada, pois se trata de um processo probabilístico”, explica. No artigo, o pesquisador descreve o conjunto de probabilidades que ocorre quando o sistema quântico é medido por meio do modelo de variáveis ocultas locais. 

“Dentre todas as medições, existem as projetivas, que reúnem propriedades que as tornam mais fáceis de serem realizados e analisadas. No artigo, simulamos uma medição não projetiva usando uma medição projetiva”, afirma.

A pesquisa foi feita por meio de parceria entre a UFMG e o Instituto de Ciências Fotônicas de Barcelona (ICFO). O artigo Simulating positive-operator-valued measures with projective measurements está disponível na internet

Assista ao vídeo publicado pela Sociedade Brasileira de Física, no qual Leonardo Guerini explica o estudo.

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