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As principais razões de rejeição de artigos em publicações acadêmicas serão abordadas em workshop no campus Pampulha, no próximo dia 29. Equipe de especialistas da editora BioMed Central vai orientar pesquisadores sobre a correta escrita acadêmica em inglês e questões éticas relacionadas à publicação, além de oferecer dicas para escrever um bom artigo.

Gratuito e aberto ao público, com vagas limitadas, o evento será realizado em inglês, sem tradução simultânea, das 13h30 às 16h30, no auditório do Centro de Atividades Didáticas de Ciências Naturais (CAD 1). As inscrições devem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o 'assunto' Open access event registration.

As palestras serão realizadas pela editora Maria Kowalczuk (Reino Unido), por Fabio Spat, coordenador de vendas da BioMed Central para América Latina e Portugal, e pelo especialista em marketing Balaram Poddar (EUA). “Com base no percentual de artigos submetidos, serão discutidos os erros mais comuns que levam à rejeição de trabalhos”, comenta Spat. A equipe também vai fornecer panorama do alcance e das tendências das publicações de acesso livre no mundo.

Fonte: Boletim UFMG

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O evento do Departamento de Quimica do ICEx-UFMG, está em sua décima oitava edição e integra o Programa Nacional Olimpíadas de Química, que tem como auge a Olimpíada Brasileira de Química. Os primeiros colocados nessa última competição participaram de Olimpiadas Internacionais de Química.

Além de selecionar os representantes mineiros para a competição nacional, o evento do DQ tem como objetivos revelar jovens talentos em Química e promover a reflexão sobre a importância da ciência na vida dos jovens e na sociedade.

Podem se inscrever para essa primeira etapa escolas de ensino médio e tecnológico, por meio da participação de seus alunos de primeiro e segundo ano.

A competição é realizada por meio de duas etapas que definem os medalhistas de ouro e pratas nas modalidades "A" (estudantes do 1º ano) e "B" (estudantes do 2° ano). Sendo a primeira etapa realizada na escola e a segunda na UFMG, com outros seis polos em Araçuaí, Governador Valadares, Ituitaba, São Sebastião do Paraíso, Uberaba e Viçosa.

As escolas podem inscrever seus estudantes até o dia 12 de junho. Os temas da prova e os procedimentos para inscrição podem ser visualizados no edital.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e pelo telefone (31) 3409-7558.

 

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No dia 15 de maio de 2015, representantes de agências e instituições de ensino de vários países estarão na UFMG para apresentar as possibilidades de estudos no exterior no âmbito da graduação e pós-graduação.

A programação do evento, que é aberto ao público, está prevista para iniciar às 11 horas e se estende até às 15 horas, no saguão da Reitoria.

Durante o Joint Road Show, haverá palestras sobre as oportunidades de estudos em universidades dos seguintes países: Austrália, Áustria, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Hungria, Irlanda, Nova Zelândia e Suíça. As palestras ocorrerão no auditório da Reitoria.

A lista completa das instituições de ensino que participarão da “Joint Road Show” você encontra no Link

 

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Ao todo o Departamento de Ciência da Computação, DCC, disponibilizou 30 vagas para o curso de Mestrado, todas com início no segundo semestre deste ano.
Para se inscrever, o candidato deverá preencher o formulário eletrônico de inscrição diretamente na página web do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, PPGCC,http://www.dcc.ufmg.br/pos/selecao e submeter os documentos solicitados pelo edital.

O processo de seleção será realizado em uma única etapa em que serão avaliados: a formação acadêmica, o curriculum-vitae e o plano de curso apresentado pelo candidato.
O Programa de Mestrado do DCC existe desde 1974, tendo completado em 2004, 30 anos de existência e atualmente mantêm conceito 7 pela avaliação da CAPES.

As inscrições podem ser realizadas até o dia primeiro do próximo mês. O edital com a lista completa de documentos para inscrição e outros detalhes sobre o processo seletivo podem ser obtidos na página: http://www.dcc.ufmg.br/dcc/?q=pt-br/node/2029

O edital está disponível em quatro idiomas: português, inglês, francês e espanhol.

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João, Chris e Angélica são adolescentes imersos nos processos de amadurecimento, autoconhecimento e de transformações típicas de pessoas de sua idade. Personagens do livro paradidático A Essência de J: uma história de transformações e química, os três têm suas angústias juvenis comparadas aos processos químicos, que também se caracterizam por mudanças de grande impacto em materiais e substâncias.

Comparar os conflitos da adolescência com o universo da química foi uma forma engenhosa encontrada pelos autores do livro, os professores Rochel Montero Lago, do Departamento de Química do ICEx, Juliana Tristão, da Universidade Federal de Viçosa, e Daltamir Maia, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), para aproximar esses dois mundos.

Lançado no ano passado pela Editora Átomo, a Essência de J, de acordo com o professor Rochel, busca atrair a atenção de jovens que têm certo preconceito contra a química, sem competir com o que é feito atualmente para popularizar a matéria e seu aprendizado. A obra é inspirada em longas conversas com estudantes recém-chegados à graduação e com alunos do ensino médio.

Cada processo químico retratado no livro é ilustrado por uma história. Ao longo da trama, as cartas de tarô representam pessoas e acontecimentos. Os símbolos contidos nessas cartas e conhecimentos de alquimia funcionam como guia para as vidas dos personagens. O livro cria contextos em que a Química é utilizada de forma especial para explicar suas transformações”, explica Rochel.

Entre os processos químicos abordados, estão os estados físicos da matéria, as fusões e as transformações, como as que convertem o carbono em grafite ou diamante, dependendo das condições de pressão e temperatura. Analogamente, Chris, João e Angélica são submetidos a experiências, situações ou pressões que os forçam a mudar o curso de suas vidas.

A história


João, ou J, o protagonista, perdeu seu pai pouco antes de nascer. Seu modelo é o irmão mais velho, Chris, que em uma viagem à Europa desaparece misteriosamente, desencadeando um sentimento de culpa no mais jovem. A história também mira o passado e traz à tona acontecimentos importantes da vida de Chris, como o encontro com Hermes, um alquimista que terá enorme influência em sua trajetória, a morte do pai, as conversas sobre Deus com sua avó e o encontro com seu primeiro amor, Angélica, uma garota mimada que envereda pelo campo das artes plásticas.

Ao relatar a busca dos personagens pelo autoconhecimento, a trama resulta em um emaranhado de referências à literatura, à arte e à filosofia, em que se misturam mitologia grega, os livros O pequeno príncipe [Antoine de Saint-Exupéry] e Capitães de areia [Jorge Amado], o psicanalista Carl G. Jung e os pintores Frida Kahlo, Egon Schiele, Toulouse Lautrec e Geórgia O´Keeff.

Os professores escreveram uma obra não linear, com mudanças dinâmicas de planos narrativos, recurso usado para prender a atenção do leitor. Rochel também identifica uma autonomia dos personagens que escapa à intencionalidade do trio de escritores. “Em determinado ponto, por mais que se queira que ele [o personagem] siga um caminho, ele deseja ir por outro. Os três vivenciam situações pelas quais nós já passamos e pedem para seguir determinada direção”, analisa.

 

Livro: A essência de J: uma história de transformações e química 
Autores: Daltamir Maia, Juliana Tristão e Rochel Lago 
Editora Átomo Preço: R$40,00
Onde comprarGrupo Átomo & Alínea

(Paloma Arantes/Boletim 1901)

 

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Tudo pronto para a abertura de inscrições para programa de pré-aceleração de startups

 

Inspirado na cultura empreendedora americana, em que a criança é estimulada ainda na infância a ganhar seu primeiro dólar vendendo limonada em uma banca em frente à própria casa, o Lemonade é um programa de pré-aceleração de empresas de base tecnológica.

 

A iniciativa é gratuita e composta de oito semanas contínuas de atividades. A programação conta com 54 horas de capacitação, cerca de 100 horas de mentoria (com mais de 60 profissionais envolvidos) e espaço de coworking. O programa oferecerá, ainda, até cinco investimentos de até R$ 500 mil e até cinco vagas no programa de aceleração do Techmall BH.

 

A ideia é que, com essa estrutura, tecnologias e ideias nascidas nas universidades de Belo Horizonte possam sair do papel e se estabelecer para, assim, promover mais rapidamente desenvolvimento, trazendo benefícios para a sociedade.

 

Público-alvo

 

O programa é dirigido a alunos de curso técnico, graduação e pós graduação e professores/pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), do Ibmec e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG).

 

Etapa preparatória – meetups

 

Ainda em fase pré-operacional, o Lemonade oferece cinco meetups (encontros) a serem realizados no bar Leblon – Rua Erê, nº 61, Prado – nos dias 5, 12, 19 e 26 de maio de 2015, sempre às 18h.

 

O objetivo dos meetups é ajudar os empreendedores no processo de construção das equipes. Com reuniões temáticas a cada semana, inventores, designers, desenvolvedores e profissionais do mercado terão a oportunidade de se conhecerem, apresentar propostas de negócio e gerar afinidades que resultem em parcerias e sociedades. Para participar dos meetups, é preciso fazer cadastro pelo link: inscreva-se

 

Inscrição no Lemonade

 

Com as equipes formadas, os empreendedores poderão se inscrever – de 5 de maio a 5 de junho – pelo site www.lemonademg.com

 

O programa selecionará até 50 equipes de até cinco integrantes.

 

O programa

 

O Lemonade será iniciado no dia 30 de junho. Local e horário serão divulgados posteriormente no site.

O Programa contemplará o desenvolvimento dos negócios propostos em duas etapas:

  • Primeira fase (cinco semanas) – os empreendedores trabalharão as validações de “dor do mercado”, “modelo de negócios”, “estratégias de entrada” e “Pitch”.

Ao fim da primeira fase, serão selecionadas até 20 startups.

 

  • Segunda fase (três semanas) – o foco será na preparação financeira, precificação, projeção de fluxo de caixa, análise de mercado e dimensionamento de investimento.

Ao fim da segunda fase, sete startups serão selecionadas para apresentarem seus pitchs em um demoday para investidores. É nessa oportunidade que os projetos poderão receber até R$ 500 mil em investimento e ganhar vaga no Techmall BH.


Parcerias que viabilizam

O programa é uma realização da Fundepar) em co-realização com o Sebrae MG, o Techmall BH, a Fapemig e a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi).
O Lemonade conta com o apoio da UFMG, por meio da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), do Núcleo UFMG de Empresas Juniores, da Uemg, do Ibmec e do Cefet-MG.

Publicado originalmente no Boletim

Notícias ruins atraem mais leitores do que as positivas ou neutras, constatou pesquisa do Departamento de Ciência da Computação da UFMG que será apresentada em conferência na Universidade de Oxford (Reino Unido) no fim deste mês. A partir da análise do conteúdo de 69.907 manchetes produzidas por quatro veículos online – The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail – durante período mínimo de oito meses consecutivos em 2014, os pesquisadores observaram que cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram sentimentos negativos, como catástrofes, doenças, crimes e crises.

“Descobrimos que a popularidade da notícia está fortemente ligada ao sentimento gerado por ela”, afirma o professor Fabrício Benevenuto, orientador de dissertação de mestrado defendida em março por Julio Reis, co-orientada pela professora Raquel Prates. Com o intuito de descobrir as estratégias usadas pelos veículos para atrair cliques dos leitores, os estudiosos extraíram características dos textos das manchetes, relacionando-as a sentimentos por elas gerados, numa escala de -5 (muito negativo) a +5 (muito positivo).

A organização dos dados resultou em gráfico em que os dois extremos, que mostram maior popularidade, são mais altos, pois quanto mais positiva ou negativa, mais cliques recebe uma manchete. “Ainda que o extremo positivo também desperte muito interesse, as notícias de maior apelo são as de caráter negativo”, resume Benevenuto. Também foram analisados os comentários postados para cada matéria específica.

“Pensamos que uma notícia positiva levaria as pessoas a fazerem comentários do mesmo teor, mas isso não acontece. Há uma tendência de o comentário ser negativo independentemente do sentimento gerado pela manchete”, comenta o professor Pedro Vaz de Melo, que integra o grupo de pesquisa, lembrando que muitos sites estão fechando a seção de comentários, pela constatação de que geram discussões inúteis. “Durante o período da coleta de dados, a agência Reuters desativou os comentários”, acrescenta Julio Reis. Segundo ele, houve uma tendência na Web “de abrir comentário para tudo, mas percebeu-se que isso pode ser ruim para os sites”.

 

Extração de dados

Para acessar o número de cliques recebidos pelas notícias, os pesquisadores criaram o programa Magnet News (site) que recolhe e classifica as manchetes replicadas pelo Twitter com auxílio do encurtador de URL Bit.ly. “Esse encurtador nos permite obter mais informações sobre cada URL – Uniform Resource Locator, endereço virtual na rede mundial de computadores – como o número de vezes que ela foi clicada”, explica o Benevenuto. De livre acesso, o programa Magnet News continua recolhendo manchetes dos mesmos veículos, já que o trabalho do grupo é mais amplo e focaliza outros aspectos da chamada análise de sentimentos, área que oferece vasto campo de pesquisa, como opinião sobre produtos e serviços. Outro sistema criado pelo grupo para dar suporte ao projeto está no endereço www.ifeel.dcc.ufmg.br.

Para inferir a popularidade de uma notícia, o pesquisador Julio Reis utilizou método de análise de sentimentos baseado em aprendizagem de máquina, técnica na qual são oferecidos dados rotulados a um algoritmo, com a intenção de que ele extraia automaticamente os mesmos padrões de outros textos. A técnica usada por Julio Reis correlaciona a popularidade com a polaridade (negativa ou positiva) de cada notícia. “Duas semanas após coletar as notícias, ele [o algoritmo] ia ao Bit.ly e baixava o número de cliques, para ter sempre o mesmo período em relação à data em que a manchete foi publicada”, explica Benevenuto.

As notícias foram divididas em cinco grandes categorias – Negócios e dinheiro; Saúde; C&T; Esportes; Mundo. A última revelou-se a mais homogênea, com praticamente todas as notícias negativas. “Nela só se publicam informações sobre catástrofes ao redor do mundo. Lemos um artigo que sugere que isso ocorre para dar às pessoas a sensação de que o país que está produzindo a notícia é um lugar melhor e mais seguro do que os outros”, comenta Julio Reis.

Artigo:Breaking the news: first impressions matter on online news

Autores:Julio Reis, Fabrício Benevenuto, Pedro Vaz de Melo, Raquel Prates, Haewoon Kwak e Jisun An 

Apresentação:Proceedings of the Int’l AAAI Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM’15). Oxford, UK, May, 2015 

Sistemascriados para dar suporte ao projeto: www.ifeel.dcc.ufmg.brwww.magnet-news.dcc.ufmg.br

 

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O Departamento de Matemática do ICEx recebe, até o dia 31 deste mês, as inscrições para os cursos de Mestrado e Doutorado. Ao todo foram disponibilizadas 10 vagas, sendo 6 destinas ao mestrado e 4 ao doutoramento em fluxo contínuo.

 

Para realizar a inscrição, o candidato deve encaminhar a lista de documentos exigida por correio eletrônico para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Todas as vagas tem previsão de início para o segundo semestre de 2014.

 

O processo seletivo será realizado por meio de duas etapas eliminatórias, que, além do currículo e histórico escolar, avaliaram o grau de maturidade, a capacidade de articulação e expressão em matemática, a adequação de sua formação para os estudos de pós-graduação no Programa e a compatibilidade do perfil do candidato com as áreas e linhas de pesquisa do Programa.

 

Os cursos de mestrado e doutorado em Matemática do ICEx possuem conceito 5 na CAPES.

 

A lista completa dos documentos necessário para realizar a inscrição e outras informações sobre o concurso podem ser encontradas no site do departamento de matemática:http://www.mat.ufmg.br/site/pos-principa/mestrado-e-doutorado/processo-seletivo/

 

doutorado

A equipe de atletas do Instituto de Ciências Exatas da UFMG trouxe mais um ouro pra casa na ultima quinta-feira, dia 30 de abril. Na verdade, foram 2 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 bronze, além de um sexto lugar no arremesso de peso. A soma desses resultados garantiu à equipe da nossa unidade o primeiro lugar geral no Atletismo do InterUFMG.

Nossos atletas competiram nas seguintes modalidades: 100, 200, 400, 800, e 5000 metros rasos; revezamento 4 por 100, salto em distância e arremesso de peso. Sendo que obtivemos colocações expressivas em todas elas. Segue abaixo a lista e a colocação dos nossos atletas.

100m rasos – Ouro para Leonardo Borba, aluno de Ciências Atuariais

200m rasos – Prata para Hérico Valiati, aluno de Ciência da Computação.

400m rasos – Ouro para Hérico Valiati.

800m rasos – Prata para Samuel Evangelista, aluno de Doutorado em Ciência da Computação

5000m –  Prata para Samuel Evangelista

Revezamento 4 por 100 – Prata para a equipe formada pelos estudantes Leonardo, Hérico, Erick Amorim (Mestrado em Estatística) e  Otávio Augusto (Estatística)

Salto em distância – Bronze para Leonardo Borba.

Arremesso de peso – Sexto Lugar para Erick Amorim

A segunda e a terceira colocação geral ficaram com a Faculdade de Medicina e com a Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, respectivamente. Na edição anterior, o ICEx havia ficado com a sexta colocação geral do Atletismo.

O InterUFMG

Entre os dias 29 de abril e 03 de maio de 2015, o Inter UFMG integrou o calendário acadêmico da Universidade Federal de Minas Gerais. A previsão era reunir cerca de 2.000 alunos e atletas da Universidade, com o objetivo de promover a integração entre os alunos, divulgar o potencial esportivo, incentivar um hábito de vida saudável, o respeito e o trabalho em equipe entre os alunos dos diferentes cursos da Universidade. O torneio, que está me sua terceira edição, contou com competições de basquete, futsal, futebol de campo, handball, vôlei, natação, atletismo, tênis de campo, tênis de mesa, peteca, xadrez e judô.

 

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Quando a historiadora e doutora em sociologia pela Universidade de Paris, Ligia Maria Leite Pereira, autora de mais de 25 livros, entre eles “Último Pioneiro do Ar – o Vôo do Brigadeiro Doorgal”, “Presidente Antônio Carlos Magalhães” e “Sistema Confea Crea: 75 Anos Construindo uma Nação”, começou a desenvolver o projeto para escrever a biografia do cientista José Israel Vargas, ela sabia que passaria alguns meses mergulhada no dia a dia de um dos nomes mais importantes para a ciência e a cultura, no Brasil e no Mundo. Só não desconfiava que estaria diante de um homem, que, aos 87 anos, trabalha sem parar, com energia e muito bom humor, acompanhado de uma memória excepcional.

 

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Lançada em março deste ano, a biografia do pesquisador, que foi ministro de Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1998, nas gestões dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, “Desafiando Fronteiras, Trajetória de vida do cientista José Israel Vargas” é fruto de um trabalho conjunto da historiadora Ligia Maria Leite Pereira com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Publicada pela editora UFMG, a biografia traz quase 500 páginas da trajetória do cientista, que se confunde com vários capítulos da história do País.

“Na época em que fiz o livro sobre os 25 anos da Fapemig, o então presidente, Mario Neto Borges, manifestou interesse em realizar a biografia. Estas conversas foram no segundo semestre de 2013, mas o trabalho só começou em março de 2014 e eu tive sete meses para concluir todo o livro. Foi um trabalho intenso, em todos os sentidos. Quanto mais eu pesquisava, mais encantada eu ficava com os projetos realizados por ele”, conta Ligia.

No início do projeto, uma das principais preocupações da autora foi a dinâmica das revisões, que seriam feitas pelo cientista. Ligia conta que ficou preocupada com o rigor do cientista e com os prazos. “No contato direto com ele, fiquei impressionada com a agilidade dele em devolver as revisões. Estou acostumada a fazer biografias de pessoas que estão vivas e nunca vi tanta rapidez nas revisões. Ele é detalhista, mas muito rápido. E emana muito energia”, conta Ligia.

Durante todo o tempo em que se aproximou do cientista para escrever o livro, Ligia destaca o bom humor do pesquisador. “Ele sempre tem um comentário espirituoso, interessante. Trata-se realmente de uma pessoa única, tem uma solidez na formação impressionante, além de uma excepcional memória e capacidade de comunicação. Desde os tempos em que cursou a faculdade de Química na Universidade Federal de Minas Gerais coleciona amigos espalhados pelo mundo”, detalha.

O mineiro, de Paracatu, que despontou em projetos realizados na Universidade de Cambridge (Reino Unido), onde fez doutorado, e em missões junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, exala paixão pela Ciência. Com quase nove décadas de vida, o pesquisador ainda lamenta que a Ciência não tenha o devido valor no Brasil.

A biografia destaca que a Ciência faz parte da natureza de Israel Vargas e moldou sua maneira de ser e de ver o mundo. No livro, fica claro a busca do pesquisar em transformar o mundo em um lugar melhor para as atuais e futuras gerações. “Ele é um humanista. Na época em que estudava Química, a faculdade era no mesmo prédio do curso de Filosofia, ele fez muitos amigos na área de humanas. Este lado humanista é muito forte em Vargas, que acredita no poder da ciência e da tecnologia em transformar o mundo em um lugar melhor para a humanidade”, ressalta Ligia.

Na noite de lançamento do livro, Vargas se emocionou diversas vezes, mas fez questão de dizer que “não há desenvolvimento sem energia, não há energia sem engenharia e não há engenharia sem ciência”. Dotado de humildade, embora traga no seu currículo o exercício da Presidência do Conselho Executivo da Unesco, onde coordenou o projeto da inclusão de Goiás Velho e de Brasília na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade, ele completou. “Eu agradeço por ter recebido, no decorrer dessa longa vida, quase tudo que eu não merecia”.

Apaixonado pela Física, Israel Vargas fez parte de uma geração formada no pós – Segunda Grande Guerra, composta por discípulos dos físicos Gleb Wataghin e Giuseppe Ochialini. Eles fundaram a física brasileira nos anos 1930, na USP, dando origem a um grupo formado por Mário Schenberg, Marcelo Damy de Souza Santos, Abrahão de Moraes, Leite Lopes. Todos encantados com a descoberta do potencial da área nuclear.

“A área de atração para quase toda a minha geração foi a da física nuclear e da energia nuclear. Era a maior conquista técnico-científica durante e logo após a Segunda Guerra mundial”, diz o cientista, que rapidamente compreendeu a perspectiva que a energia nuclear abriria à economia mundial e à ciência.

Sempre com uma postura visionária, Vargas uniu, com talento de poucos, a ciência com a formulação de política científica, e não política partidária. Ele participou da formulação de política científica, na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no começo dos anos 1960. Na Comissão, ele teve a oportunidade de formular a Lei que dispunha sobre a Política Nacional de Energia Nuclear.

 

Ditadura militar golpeia a vivacidade do cientista

Apesar de todo o bom humor e a vivacidade, o golpe militar, em 1964, abalou o cientista, que, com um passado de militância em órgãos estudantis, foi inserido na lista dos subversivos pelos militares. A biografia revela que soldados do exército ocuparam seu laboratório, no subsolo da Faculdade de Filosofia, localizado na rua Carangola, e o intimaram a depor. Ele foi submetido a dois inquéritos policiais militares (IPMs), um da Universidade e outro da CNEN. Durante um longo período, ele teve dificuldades em exercer trabalhos que exigiam participação em reuniões internacionais, porque os militares dificultaram sua saída do país.

“Negaram-me passaporte e vistos de saída para participar de reuniões no exterior, finalmente expedidos após intervenções enérgicas do CNPq”, lembra Vargas.

A ditadura militar foi um período difícil para Vargas e para todos os cientistas brasileiros ligados à área de energia nuclear, que, nesta época, havia alcançado uma expansão. O golpe matou um ciclo. A biografia mostra como o laboratório do Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR, atual CDTN), onde Vargas realizava suas pesquisas sob a direção de Francisco Magalhães Gomes, foi ocupado pelo Exército. A Comissão Nacional de Energia Nuclear também sofreu intervenção, todas as atividades foram suspensas e os membros exonerados.

“Damy foi exonerado e todos aqueles que, como eu, defendiam o desenvolvimento autônomo da energia nuclear, apesar de termos mandatos ainda a cumprir”, lembra o cientista.

Desanimado diante da situação política do país, em 1964, Vargas recebeu convites para trabalhar na Argentina, nos Estados Unidos, na Holanda e na França. “Decidi pelo convite da França, primeiramente porque o autor do convite foi Pierre Balligand, velho amigo da Agência Internacional de Energia Atômica, na qual fora diretor da Divisão de Reatores de Potência, antes de tornar-se- se diretor do Centro de Estudos Nucleares de Grenoble, meu destino final. Ele era, de fato, vice-diretor do centro, cujo diretor era Louis Néel, Prêmio Nobel de Física em 1970”.

Em território francês, em quase sete anos no Centro de Estudos Nucleares de Grenoble, Vargas começou a ter contato com uma abordagem única no relacionamento entre a ciência dita básica e as aplicações. A partir desta experiência, o cientista desenvolveu, na volta para o Brasil, a premissa de que “a ciência e a tecnologia devem, primeiro, ser harmônicas com o meio ambiente; segundo, instrumento de recuperação, controle e fiscalização ambiental”.

No período em que viveu em Grenoble, Vargas expandiu sua atuação internacional. Em 1979 houve a Primeira Conferência Internacional sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, em Viena, e Vargas foi o subchefe da delegação brasileira. Na ocasião, era secretário de Tecnologia Industrial do Ministério de Indústria e Comércio, membro do CNPq e vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências.

Nessa Conferência, ele adquiriu grande notoriedade. Foi para a Unesco, como membro do Conselho Executivo, depois presidente do Conselho Executivo, e ainda Embaixador do Brasil junto à organização. Participou, paralelamente, de inúmeros órgãos e fóruns internacionais, como a Comissão para a Restauração da Biblioteca de Alexandria.

Ao retornar da França, Vargas aceitou o convite do governador mineiro Aureliano Chaves para integrar a administração estadual, onde criou a Secretaria da Ciência e Tecnologia. Entre 1977 e 1979, ele foi secretário de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais e pode desenvolver a ideia de que, se é a ciência e tecnologia que agridem o meio ambiente, somente a ciência e tecnologia podem resolver o problema do meio ambiente. Esta concepção também foi a fonte inspiradora da Comissão de Política Ambiental (Copam), uma inovação da política ambiental mineira da segunda metade dos anos 1970.

A competência no cenário político o levou à indicação para ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia, entre 1992 e 1998. Neste período, ele teve grande influência na expansão e na consolidação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), além de ter trabalhado para aprimorar a qualidade da produção nacional, aperfeiçoando o sistema Nacional de Propriedade Intelectual e a Metrologia e a Normatização.

“Sou acusado de ser um dos responsáveis pela nova Lei de Patentes e considero que foi uma vitória formidável”, afirmou na época em que estava à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia.

 

Embaixador da cultura

Mas as contribuições de Vargas não se restringem ao cenário de Ciência e Tecnologia, graças à sua versatilidade intelectual, apontada por diversos amigos de Vargas como uma marca do cientista. Na Unesco, foi membro da Comissão Assessora para as Políticas de Cooperação Intelectual Internacional, ao lado de expoentes do cenário cultural como George E. Palade, Lamek K. Goma, Mohammed Fathala El-Khatib, Wei Zhang, Umberto Eco e Gabriel Garcia Marques. Como embaixador do Brasil junto à Unesco, dedicou atenção particular à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Foi membro do Conselho do de Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas, onde ajudou a desenvolver um projeto para a pesquisa de uma linguagem entre computadores que permitisse a tradução automática de línguas. Segundo a biografia, esse projeto assumiu tanta importância que foi criada, em Genebra, uma fundação para a promoção das línguas, com o nome de Sistemas das Nações Unidas para Promoção das Línguas – United Nations University for Development of Languages, (UNDL).

Ainda na área cultural, ele participou da Fundação Lampadia e de seu ramo brasileiro, a Fundação VITAE, onde assumiu o Conselho Diretivo em 1996 e desempenhou relevantes serviços para a promoção social da educação e cultura brasileiras até 2005.

Texto publicado originalmente na página jornaldaciencia.org

 

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