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Roberta Coeli: grupos opostos e ideologicamente bem definidos

O debate político tem sido travado, em grande parte, nas redes sociais. Em razão da possibilidade de o usuário criar filtros para bloquear pessoas e informações indesejadas, essas redes contribuem para a formação das chamadas câmaras de eco, em que o indivíduo visualiza opiniões com as quais se identifica e discute com pessoas que têm ideias similares às suas.

Segundo pesquisa realizada no Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG, as câmaras de eco podem ter impacto significativo no fenômeno de polarização política entre os brasileiros nas redes sociais. “Encontramos grupos ideologicamente opostos e bem definidos, com pouca variação no volume de pessoas em cada um dos lados, ao longo do tempo. Isso indica que a maioria dos brasileiros está consumindo, disseminando e discutindo ideias semelhantes às próprias nas mídias sociais on-line, e o espaço para posições alternativas é pouco ou nenhum”, afirma a engenheira de computação Roberta Coeli Neves Moreira, que defendeu sua dissertação de mestrado no início deste ano.

O estudo de Roberta Coeli, que analisou a polarização dos deputados federais nas votações na Câmara e a do público em postagens no Twitter, foi abordado em matéria publicada na edição 2.063 do Boletim UFMG, que circula nesta semana.

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Francisco Dutenhefner na cerimônia realizada no auditório 3 do ICEx: reconhecimento a um legado

“Em tempos de crise, a situação é grave. Eu sei, mas o que fazer? Vamos ser os melhores, vamos crescer”, sentenciou, em tom otimista, o professor Francisco Dutenhefner, do Departamento de Matemática, empossado nesta quinta-feira, dia 13, como diretor do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). Ele e o novo vice-diretor, Renato Antônio Celso Ferreira, do Departamento de Ciência da Computação, vão cumprir mandato até 2023.

Dutenhefner, ou Chico da Matemática, para os mais próximos, indicou, em seu discurso, os caminhos que pretende trilhar. “Vamos aproveitar as potencialidades das novas Normas da Graduação para oferecer formações transversais e complementares: ciência de dados e big data, licenciatura para pessoas que queiram atuar como professores de programação de computadores no ensino médio e o que mais a sociedade demandar – e a gente conseguir imaginar”, exemplificou o novo diretor.

Segundo ele, o ICEx promoveu avanços e equacionou questões internas nos últimos anos, mas chegou a hora de lançar um “olhar para fora, para a sociedade”. “Nesta gestão, vamos melhorar a nossa comunicação. Vamos nos defender mostrando o que fazemos”, afirmou Dutenhefner, que lançou um desafio que promete ser um dos eixos de seu mandato: “Vamos buscar os melhores alunos. Vamos alcançar ainda mais excelência. Eu não quero que o ICEx ofereça bons cursos de graduação e de pós-graduação. Quero que ofereça os melhores cursos do país”.

 

Alinhado com o colega de gestão, o vice-diretor Renato Celso Ferreira também fez alusão à máxima segundo a qual crises são oportunidades. “É hora de nos reinventarmos, de buscar novos modelos de funcionamento e de trabalho”, disse ele, defendendo, também, que todas as instâncias acadêmicas e administrativas do ICEx se unam para superar as dificuldades. “Aquilo que nos faz iguais certamente é muito mais forte do que o que nos separa”, afirmou Ferreira

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Será realizado, no dia 13 de junho, quinta-feira, o simpósio denominado “Arte e Computação”. O evento visa discutir sobre o impacto da computação na gênese musical e na produção de filmes de animação, fotografia, tradução literária e recriação poética. Organizado pelo Departamento de Física com o apoio do IEAT, o simpósio reunirá professores do ICEx, da Escola de Belas Artes, da Escola de Música e da FALE com o objetivo de debater o futuro da tecnologia e da computação, assim como os efeitos dessas ferramentas em produções culturais como a música e a literatura.

 

A programação do evento inclui também o lançamento do livro O Azul e o Mar, edição bilíngue de poemas traduzidos, pelo professor Eduardo de Campos Valadares (Depto. de Física – ICEx), de Paul Valéry, coedição da Editora UFMG com Ateliê Editorial, e demonstrações musicais comentadas com integrantes do LaPIS (Laboratório de Performance com Sistemas Interativos) da Escola de Música da UFMG.



Programação

 

14:00h - Virgílio de Almeida (DCC-ICEx): Os novos horizontes da Computação

14:40h - Virgílio Vasconcelos (Escola de Belas Artes): Agenciamentos técnicos e coletivos na imagem digital

15:20h -  Adriana Pagano, Kicila Ferreguetti e André Rosa (FALE): “Adjetivos

esplendorosos, carnudos substantivos e verbos esguios”: a frequência lexical e gramatical na tessitura do texto literário

16:00h -  Eduardo de Campos Valadares (Depto. de Física – ICEx): Uso de ferramentas da internet na tradução poética

16:40h - Sérgio Freire (Escola de Música): O impacto da Computação na Prática

Musical

 

Data: 13/06/2019 (quinta-feira)

Horário: de 14:00 às 17:30hs

Local: Auditório B106 CAD3

 

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Pesquisadores do Departamento de Física, do Instituto de Ciências Exatas, desenvolveram novas tecnologias que tornam mais eficiente o processo de identificação de digitais – ou papilares – em investigações policiais. O projeto teve início há cerca de dois anos a partir de demanda da Polícia Federal, que buscava alternativas mais acessíveis e eficientes às técnicas utilizadas em investigações de crimes.

A parceria deu origem a duas tecnologias: a primeira é um equipamento óptico criado para substituir o atual utilizado pela Polícia, que, por conta de seu alto custo (125 mil dólares), é o único em Minas Gerais – há apenas quatro em operação no país. Diferentemente do modelo convencional, o protótipo desenvolvido na UFMG não traz riscos à saúde de quem os manipula. Por meio da utilização de um LED azul, ele é capaz de identificar digitais em superfícies lisas (como cartuchos utilizados em armas).

Pó revelador

Segundo a professora do Departamento de Física Lívia Siman, o equipamento também pode ser utilizado em materiais porosos, como tecidos de couro, desde que em conjunto com o pó revelador – a segunda tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores. Esse pó também não é nocivo à saúde, garante o professor do ICEX, Luiz Alberto Cury, responsável pelo desenvolvimento do material. Isso porque foi concebido com base no resveratrol, componente natural encontrado em sementes e derivados da uva. Todos os materiais utilizados pela Polícia hoje são tóxicos, de acordo com o chefe do setor de Perícia de Investigação da PF, Flávio Melo. Um deles é o “pó preto”, composto de negro-de-fumo.

A equipe envolvida no projeto planeja aprimorar o protótipo óptico, transformando-o em uma versão comercial, e desenvolver equipamento específico para análise de papel moeda e um software de reconhecimento facial.

 

Os trabalhos contaram com a participação da empresa Invent Ivision, instalada no BH-Tec, e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

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Maryam Mirzakhani:

 

Em celebração do Dia Internacional da Mulher na Matemática, a professora Aniura Milanes Barrientos ministrará, nesta terça, 14, a palestra Por que as harpas são assim?  Ela vai recorrer a argumentos matemáticos que podem ajudar a explicar o formato das harpas. A atividade, promovida pelo Departamento de Matemática, será realizada no ICEx (sala 3060), a partir das 17h, com entrada aberta ao público e sem necessidade de inscrição prévia.

No início de sua exposição, Aniura vai apresentar imagem de como seria uma harpa se ela tivesse todas as cordas feitas com o mesmo material e estendidas com a mesma tensão, o que tornaria o instrumento gigantesco. Em seguida, descreverá os passos que a fizeram chegar a essa imagem, além de lançar outras hipóteses sobre os materiais das cordas para resultar em imagens de harpas mais próximas à realidade. Após a palestra, seu filho, que estudou desde os oito anos na Escola de Música da UFMG, executará duas músicas no instrumento.

Aniura Barrientos é bacharel e mestre em Matemática pela Universidade de Havana, em Cuba, e doutora em Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. Professora associada da UFMG, tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais, atuando também em temas de Probabilidade.

 

Várias organizações do mundo que reúnem mulheres matemáticas escolheram 12 de maio como o Dia Internacional da Mulher na Matemática. Trata-se da data de aniversário da iraniana Maryam Mirzakhani, que desenvolveu a dinâmica e geometria das superfícies de Riemann e seus espaços modulares. Única mulher a receber a Medalha Fields, o Oscar da área, Maryam era professora da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e morreu de câncer aos 40 anos.

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Acervo reúne material concreto para uso interativo de alunos e professores

Descobrir, brincando, que a matemática está presente por trás das estratégias e do raciocínio lógico de jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, enigmas aritméticos e tantos outros materiais lúdicos é a proposta do Museu da Matemática UFMG, vinculado ao Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas (ICex). Nesta sexta-feira, 26, às 15h, o museu será apresentado oficialmente à comunidade, com a presença das professoras Benigna de Oliveira, pró-reitora de Graduação da UFMG, e Claudia Mayorga, pró-reitora de Extensão. Também estará presente a direção do ICEx e representantes de secretarias municipais de educação, parceiras do projeto.

O Museu reúne peças concretas e uma mostra da Exposição Matemática e Arte, da Sociedade Portuguesa de Matemática, cuja proposta é apresentar a professores e alunos, do ensino fundamental (a partir do 6º ano) e do ensino médio, elementos da Matemática Recreativa, retratada por Escher. O acervo diversificado — de jogos de tabuleiro a dobraduras de papel e sólidos perfeitos —  já recebeu no Festival da Matemática, realizado no ano passado, a visita de 3.200 alunos da educação básica de Belo Horizonte e municípios vizinhos.

Segundo a subcoordenadora do projeto, professora Carmen Rosa Giraldo Vergara, embora o conceito da Matemática Recreativa tenha sido implementado pelo norte-americano Sam Loyd, no século 19, com a popularização das ciências, o uso de materiais lúdicos tornou-se uma importante ferramenta para desmitificar o ensino da matemática e mostrar que essa pode ser uma área divertida e prazerosa. Outro propósito do projeto, segundo a professora, é preparar material concreto e de suporte, como cartilhas explicativas para professores da educação básica, com apresentação de propostas que podem ser aplicadas em salas de aula.

“O Museu é também espaço de formação dos estudantes de licenciatura em Matemática da UFMG, que, a partir da atuação como monitores, enriquecem sua formação como futuros docentes”, complementa a subcoordenadora.

As visitas ocorrem aos sábados e em períodos não letivos da UFMG e devem ser agendadas pelo site do Museu, com limite de 30 pessoas por  vez. No site e na página do Museu no página do Museu no Facebook também são disponibilizados links e atividades da Matemática Recreativa.

Projeto de extensão

 

A ideia do Museu da Matemática  teve origem, segundo a professora Carmen Vergara, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em 2017, cujo tema foi A matemática está em tudo. A concretização do projeto se deu durante o Festival da Matemática, realizado no ano passado pelo Departamento de Matemática do ICEx. Coordenado pelo professor Fábio Brochero, o projeto de extensão conta com dois bolsistas e com a colaboração dos alunos do grupo PET-MAT-UFMG.

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Parte da equipe iGEM UFMG no evento Jamboré Brasuca, na USP

 Pouco conhecida, a Doença de Lutz, ou Paracoccidioidomicose, é uma doença fúngica que provoca lesões nas mucosas, linfonodos, pele e nas glândulas adrenais. É considerada por especialistas a infecção fúngica de maior relevância na América Latina, e o Brasil é um polo endêmico da doença. No entanto, apesar da abrangência, não há um diagnóstico preciso e rápido para a enfermidade, que pode levar até 45 dias para ser detectada.

Para contornar essa dificuldade, grupo de alunos da UFMG pretende adaptar método de diagnóstico do zika vírus para a detecção eficaz da Paracoccidioidomicose. Os estudantes pretendem apresentar a novidade na International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM), competição disputada anualmente no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, nos Estados Unidos.

Como explica Yala Sampaio, gestora do iGEM UFMG, a equipe busca reunir graduandos interessados em participar do concurso. “O iGEM é a maior competição de biologia sintética do mundo, e seu objetivo é prospectar soluções para problemas nas áreas de saúde, meio ambiente e produção de energia", relata Yala.

Incubadora de protótipos

A ideia de desenvolver um diagnóstico para a Paracoccidioidomicose surgiu em conversas com a professora Raquel Virgínia Rocha Vilela, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFMG. O objetivo é viabilizar um mecanismo de diagnóstico rápido, barato e preciso, capaz de atenuar o quadro endêmico da enfermidade no país.

O grupo recorre ao método Toehold, que já é utilizado para reconhecimento de outras doenças. “Nossa proposta é produzir um sistema biomolecular capaz de identificar o DNA do fungo por meio de uma molécula de RNA. Na presença do fungo, o RNA reagirá induzindo um sinal colorimétrico através de proteínas específicas", afirma Raquel, lembrando que a competição "funciona como uma espécie de incubadora de protótipos, na qual os participantes terão a oportunidade de desenvolver as propostas submetidas".

Práticas sociais

Realizada desde 2003, a competição busca estimular soluções para problemas de saúde pública que afligem grandes populações por meio de biologia sintética. Na última edição, foram registrados mais de cinco mil participantes, provenientes de universidades de 44 países.

Para viabilizar a inscrição e o custeio da viagem, os alunos estão arrecadando recursos por meio de campanha on-line. As inscrições encerram-se em 30 de abril, e a competição será realizada de 30 de outubro a 4 de novembro. Segundo Yala Sampaio, a participação da equipe na competição é fundamental para a execução do projeto, que, futuramente, poderá ser incluído no sistema de saúde público.

Campeã em 2015

O grupo iGEM UFMG foi fundado em 2013. A equipe participou da competição no MIT nos anos de 2013 e 2015 e sagrou-se campeã com o melhor projeto em práticas humanas em 2015, com proposta desenvolvida para conscientização dos sintomas da artrite.

A equipe também desenvolve ações para a comunidade, como cursos e palestras. Em março, apresentou o método de diagnóstico no Jamboré Brasuca, evento realizado na Escola de Engenharia de Lorena (EEL), da Universidade de São Paulo (USP), que reuniu equipes iGEM de todo o país.

Participam do projeto, além da professora Raquel Virgínia, os docentes Jadson Cláudio Belchior, do Departamento de Química, do ICEx, e Ana Paula Salles Moura Fernandes, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia. Mais informações estão disponíveis nas redes do iGEM UFMG.

 

João Paulo Alves

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Heloiza Schor com o diploma de emérito entre o diretor do ICEx, Francisco Dutenhefner, a reitora Sandra Goulart Almeida e o professor Rubén Dario Sinisterra

 

Uma mulher determinada, com pensamento e ação à frente do seu tempo, entusiasta da educação e da ciência e grande responsável pelo prestígio acadêmico de que desfruta o Departamento de Química do ICEx. Essas são algumas das várias virtudes atribuídas por amigos e colegas de trabalho à professora Heloiza Helena Ribeiro Schor, que recebeu, na noite desta quinta-feira, 4 de abril, o título de professora emérita da UFMG.

A cerimônia de outorga, realizada no CAD3, no campus Pampulha, reuniu a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, o diretor do ICEx, Francisco Dutenhefner, colegas, amigos e familiares da professora, “cuja trajetória se confunde com a desta instituição”, conforme lembrou a reitora da UFMG.

Heloiza foi saudada por dois amigos de longa data – os professores Rubén Dario Sinisterra, atual chefe do Departamento de Química, e Mauro Mendes Braga. “Ela certamente é uma das pessoas que ajudaram a construir, de forma institucional, a história desse departamento”, afirmou Rubén Dario, que conheceu a professora em 1990 durante seminário, realizado na USP, sobre o uso do laser na química. “Desde aquele momento, fiquei impressionado com o rigor e a profundidade científica com que ela se debruça sobre os assuntos que estuda”, disse o professor.

 

O discurso de Rubén foi entremeado por projeções de fotografias que ilustram momentos importantes na vida da professora, no Brasil e no exterior. Em uma das imagens, datada de maio de 1982, Heloiza aparece diante do primeiro terminal do Departamento de Química – um modelo de tela verde com linha de comando – ligado ao computador central do Centro de Computação (Cecom).

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Em seu trabalho de mestrado, João Macedo desenvolveu uma técnica que combina métodos de classificação de pornografia e de detecção facial, já existentes, com outro de estimativa de idade por meio de análise de faces, concebido ao longo da pesquisa. Em testes efetuados em um conjunto de dados restrito à PF, a nova abordagem registrou quase 80% de acurácia. “Na área forense, a estimativa de idade agrega informação importante para a tipificação de crimes ligados à pornografia infantil e constitui grande diferencial em relação às alternativas existentes”, explica o pesquisador.

Na análise de uma imagem, o primeiro aspecto observado é a presença potencial de pornografia. Se a imagem for considerada pornográfica, as faces são extraídas e classificadas pelo módulo de estimativa de idade – como adultos ou crianças, por gênero e faixa etária.

Para o orientador da pesquisa, professor Jefersson Alex dos Santos, a importância do trabalho desenvolvido por um policial federal deve-se, entre outras razões, ao fato de tratar-se de material inacessível a pesquisadores. Segundo ele, outros estudos já foram feitos no DCC sobre o tema da pornografia, mas agora foi possível testar um método em situações reais que envolvem crianças e adolescentes.

“Foi gerado um conjunto de dados que contempla diversas situações e tipos diferentes de dificuldades, criadas, por exemplo, além da oclusão, por imagens de qualidade inferior, frequentes nesse universo.” Um desafio, a partir de agora, ele diz, é enriquecer ainda mais o conjunto de dados com o objetivo de melhorar o aprendizado do sistema.

João Macedo lembra que o combate à distribuição de pornografia infantil envolve agências policiais, organizações não governamentais e empresas em todo o mundo. “A automatização é importante porque é enorme a quantidade de dados que podem ser armazenados nos celulares e outros dispositivos”, afirma o pesquisador. Segundo ele, a realização de boa parte desse trabalho pela máquina, além de poupar tempo, contribui para reduzir o forte impacto psicológico e o estresse causados pela exposição de profissionais a material pornográfico com crianças.

Dissertação: Detecção de pedofilia baseada em estimativa de idade de faces

Autor: João José de Macedo Neto

Orientador: Jefersson Alex dos Santos

Defesa: 12 de março de 2019, no Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação

 

 

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Baterias produzidas pelo Lítio têm durabilidade de 8 a 10 anos.

 

Mineral estratégico, com grande potencial de aplicação nas indústrias química, metalúrgica, eletrônica e nuclear, o lítio será tema de workshop que reunirá pesquisadores da UFMG e representantes de empresas no dia 25 de abril, das 9h às 15h30, no auditório da Reitoria.

Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT), o Workshop Lítio UFMG 2019 contará com palestras técnicas focadas em mineração, pesquisa e desenvolvimento (P&D), oportunidades econômicas e uma mesa-redonda. Estudos recentes indicam que Minas Gerais concentra reservas significativas do mineral, cujo uso pela indústria eletroeletrônica de alta tecnologia vem crescendo a cada ano, impulsionado, principalmente, pela produção de baterias automotivas e de telefones móveis.

Haverá espaços para discussões temáticas entre pesquisadores e estudantes de pós-graduação e de colaboração entre academia e empresas do setor. Pessoas que estão se preparando para trabalhar na área também poderão se inteirar das possibilidades de mercado oferecidas pela indústria associada ao lítio.

O evento tem apoio dos departamentos de Física, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), e de Engenharia de Minas, da Escola de Engenharia, e também da Pró-reitoria de Pesquisa. A comissão organizadora é coordenada pelo professor José Marcos, do ICEx, com participação dos professores Estevam Las Casas, diretor do IEAT, e Roberto Galery, da Escola de Engenharia.

As inscrições, gratuitas, devem ser realizadas por meio de preenchimento de formulário eletrônico. Mais informações estão disponíveis no site do IEAT.

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