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O projeto Girls Support Girls UFMG realiza o GSG Talks sobre 'Questões de gênero', no dia 5 de novembro, às 19h, na sala 2013 do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), campus Pampulha. O evento é aberto para todos os públicos e não é necessário se inscrever.

O debate será feito pelas convidadas Sabrina Deise Finamori, professora do departamento de Antropologia e Arqueologia da UFMG. Possui doutorado em Ciência Sociais e foi pesquisadora pós-doc no Núcleo de Estudos de Gênero - Pagu -  e Monaliza, psicóloga com pós-graduação em psicologia social e que trabalha como mediadora.

 

O objetivo do evento é debater questões históricas, sociais, culturais e antropológicas que envolvem gêneros e entender como elas influenciam a área da computação.

(Fonte: Instagram do GSG)

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As discussões sobre Modelagem Matemática, na perspectiva da Educação Matemática, vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde o final dos anos 70, fortalecendo-se nas duas décadas finais do Século XX. Desde então, a comunidade brasileira da Modelagem na Educação Matemática vem ampliando sua abrangência, tanto em relação à pesquisa quanto à prática de sala de aula, incluindo a formação de professores. Essa trajetória deu margem à criação de espaços e eventos específicos com o intuito de fomentar e aprofundar os debates sobre o tema e buscar, cada vez mais, a consolidação da Modelagem Matemática como um campo da Educação Matemática. É nesse contexto que se realiza, desde 1999, a Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (CNMEM), um evento promovido pelo Grupo de Trabalho "Modelagem Matemática" (GT10) da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) que congrega professores de todos os níveis de ensino, pesquisadores e estudantes que pesquisam sobre e/ou praticam a Modelagem na perspectiva da Educação Matemática, visando aprofundar os debates e divulgar a Modelagem em âmbito nacional. Em 2019, será realizada a 11ª edição do evento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na cidade de Belo Horizonte, MG, durante os dias 14, 15 e 16 de novembro. O tema da XI CNMEM é Modelagem Matemática na Educação Matemática e a Escola Brasileira: atualidade e perspectivas.

Para mais informações e realização de inscrições clique aqui.

 

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Recém-prejudicada pelos cortes de orçamento do Ministério da Educação, que meses depois desistiu do contingenciamento, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) continua protagonizando avanços para ciência. Desta vez, o trabalho do professor Fernando Brandão, que deu aulas no Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da instituição, foi reconhecido pela American Physical Society. O mineiro venceu o prêmio Rolf Landauer e Charles H. Bennett pelas pesquisas desenvolvidas no campo da computação quântica. A organização estadunidense reconheceu o brasileiro “por suas impressionantes conquistas na Teoria do Entrelaçamento Quântico e na interseção da computação quântica, termodinâmica quântica e na Teoria Quântica de Sistemas de Muitos Corpos”. A área estudada por Brandão se volta à possibilidade de construção de computadores capazes de resolver problemas complexos, como quebra de sistemas avançados de criptografia. Tudo usando a física quântica, isto é, a pesquisa do comportamento das partículas minúsculas, como átomos elétrons. Esses equipamentos são capazes de realizar, rapidamente, cálculos imensos, que as máquinas convencionais demorariam mais de 10 mil anos para solucionar. Os estudos do ex-professor da Federal contribuíram para o Google desenvolver o primeiro computador quântico do planeta: o Sycamore (veja vídeo abaixo). A tecnologia desenvolvida com a ajuda do mineiro premiado solucionou, em apenas 200 segundos, um problema que levaria 10 mil anos para os computadores atuais resolverem. A novidade da Google foi divulgada nesta quarta-feira (23).

Currículo

Fernando Brandão se graduou em 2004 na UFMG. Logo depois, em 2005, concluiu mestrado em Física também na Federal mineira. Depois, deu continuidade ao seu desenvolvimento acadêmico no Imperial College of Science, Technology and Medicine, em Londres, onde terminou o doutorado em 2008. Realizou, ainda, dois pós-doutorados: o primeiro concluído em 2010, também em Londres; e o segundo em 2011, novamente na UFMG.

 

Hoje, Fernando Brandão dá aulas Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos. Também é pesquisador da gigante do comércio eletrônico Amazon. O pai de Fernando, Jacyntho Brandão, também é ligado à UFMG. Ele dá aulas de Língua e Literatura Grega na Faculdade de Letras da Federal. Por meio da rede social Facebook, Jacyntho comemorou a conquista do filho. “Fernando Brandão foi aluno de graduação e de mestrado da UFMG. Foi também professor do ICEx. E, pra quem não sabe... é meu filho”, disse, orgulhoso, sobre a conquista de Fernando nos EUA.

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Alunos de escola de Belo Horizonte em atividade inspirada na modelagem matemática

“Aprender matemática, pra quê?” A questão, formulada por estudantes e que volta e meia angustia os professores nas salas de aulas, apresenta-se como um desafio para o ensino dessa disciplina. Mas quando a matemática torna-se uma ferramenta na resolução de problemas práticos, vivenciados pelos próprios alunos, a pergunta cede lugar à investigação e ao compartilhamento de conhecimentos.

Essa é a característica essencial da modelagem matemática, uma das tendências da educação matemática, que será tratada durante encontro nacional, de 14 a 16 de novembro, no Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da UFMG. 

A modelagem matemática transforma a configuração da sala de aula, como relata a professora do Departamento de Matemática do ICEx e organizadora do evento, Jussara de Loiola Araújo. Segundo ela, o professor deixa seu tradicional lugar à frente da sala, como transmissor de conteúdos, para tornar-se um tutor e instigador, e os alunos transformam-se em protagonistas na resolução dos problemas e na produção do conhecimento. A aula fica mais barulhenta pelos calorosos debates e troca de informações. O quadro-negro passa a ser só mais um entre os diferentes tipos de materiais, como recortes de jornais, computadores, placas de isopor, réguas, tinta, celulares e tantos outros, conforme cada problema proposto.

 

A edição 2.077 do Boletim UFMG, que circula nesta semana, traz matéria sobre a experiência da modelagem matemática.

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O evento ocorreu no último final de semana, 18 a 20 de outubro no Campus Coração Eucarístico da PUC. A equipe vencedora - goto.lua - reuniu três alunos de Ciência da Computação:   

  • Alexandre Alphonsos (mestrando, LUAR)
  • Bruno Conde Kind (graduando, LAC)
  • Jerônimo Nunes (graduando, NanoComp)

O desafio que o time enfrentou foi o "Mostre os dados ao mundo!". O objetivo era implementar uma aplicação web interativa para que os usuários explorassem os dados disponibilizados pela NASA.

Ao final do desafio, goto.lua apresentou uma solução simples e elegante: How did it change?

Através de uma interface minimalista, o usuário escolhe um conjunto de dados - como temperatura, emissão de gases, queimadas, vento, etc - e a plataforma busca informações desde o primeiro registrado até o mais recente. Dessa forma, é possível observar como o planeta mudou com relação à característica escolhida. São mais de 70 conjuntos de dados disponíveis para consulta. 

 

Felizes com a vitória, os alunos não descansam ainda. Haverá uma rodada global do evento, em que os 2 projetos vencedores de cada instância local são avaliados pela NASA. O prêmio para as duas equipes vencedoras dessa última rodada é uma visita ao Kennedy Space Center, na Flórida.

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O linguista Søren Wichmann, professor da Universidade de Leiden, na Holanda, estará na UFMG como convidado do Programa Cátedras FUNDEP/IEAT.


Durante a estadia na universidade, Søren Wichmann irá realizar duas conferências que vão abordar estudos em linguística que têm auxiliado na compreensão da história da humanidade. As atividades são abertas ao público amplo mediante inscrições através deste link. 

https://aplicativos.ufmg.br/conhecimento/atividades/e/26/catedra-soren-kim-wichmann

 

A Grande Conferência “Taxas de propagação de línguas pré-históricas” será realizada no dia 29 de outubro, às 10h, no Auditório B107 do Centro de Atividades Didáticas 3 (CAD 3) da UFMG. 

 

A propagação de línguas pré-históricas

 

Utilizando métodos desenvolvidos pelo professor Soren Wichmann e seus colegas, nos últimos dez anos, e o software Automated Similarity Judgment Program (ASJP), que contém listas armazenadas em bancos de dados com palavras de dois terços das línguas do mundo, é possível inferir o momento e o local em que uma língua ancestral (protolíngua) de praticamente qualquer família linguística foi falada. Assim, é possível rastrear o tempo levado para que as línguas se espalhassem pelo mundo durante os últimos 6000 anos. Segundo estudos recentes, no período entre 6000 e 2000 anos antes do tempo presente, essa taxa de propagação foi lenta, com uma média de aproximadamente 1 a 3 km por ano. Mas há exceções. Por exemplo, na Eurásia essa velocidade aumenta a partir de cerca de 3000 anos antes do presente, provavelmente devido à expansão neolítica. Fatores como as características da paisagem – em particular desertos, oceanos e pastagens – tendem a acelerar a velocidade com que as línguas se deslocam. Além de apresentar observações gerais como essas, durante a conferência serão apresentadas novas ferramentas para o estudo da história da humanidade, incluindo ferramentas de simulação computacional para a avaliação da validade dos métodos.

 

Na semana seguinte, Wichmann vai ministrar a palestra ASJP: an interdisciplinary tool for studies involving language differences worldwide, no dia 04 de novembro, a partir das 14h no Auditório Prof. Baesse na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. A palestra será em inglês sem tradução simultânea. A atividade é aberta ao público amplo mediante inscrições. 

    

Sobre o catedrático

Søren Wichmann é professor do Centro de Estudos Linguísticos da Universidade de Leiden, na Holanda, tendo trabalhado também na Universidade de Copenhague, no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva e na Universidade Federal de Kazan, além de ter sido pesquisador visitante em várias instituições nos EUA, México, Alemanha e China. Após realizar trabalhos descritivos e em linguística histórica de diversas línguas e famílias linguísticas da Mesoamérica, Wichmann passou a oferecer contribuições fundamentais para o estudo da escrita maia clássica. Mais recentemente, ele se voltou para as áreas de modelagem computacional da dinâmica da linguagem e de métodos quantitativos em linguística histórica e tipologia linguística, incluindo o desenvolvimento da base de dados lexical ASJP e métodos para o estudo da pré-história linguística. Já publicou 12 livros e é autor de 150 artigos.

 

 

 

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A pesquisadora Cláudia do Ó Pessoa (a última à direita) e equipe da Universidade Federal do Ceará

Um projeto, desenvolvido em parceria entre pesquisadores da UFC (Universidade Federal do Ceará) e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), criou uma substância análoga à beta-lapachona, encontrada em árvores de ipê-roxo com menor toxicidade. Na UFMG a pesquisa foi liderada por Eufrânio Nunes Silva Júnior, do Departamento de Química do ICEx. Também participam Eduardo Henrique Guimarães Cruz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e David A. Boothman e Molly Silvers, da Universidade do Texas.

De acordo com Cláudia do Ó. Pessoa, doutora em farmacologia pela UFC e uma das autoras do projeto, os principais problemas apresentados pelos medicamentos disponíveis no mercado estavam relacionados à resistência que as células tumorais desenvolvem ao longo do tratamento e os efeitos colaterais, que muitas vezes impedem a pessoa de continuar recebendo a terapia. As pesquisas com plantas da biodiversidade brasileira visam encontrar soluções para esses dois problemas.

A toxicidade da beta-lapachona e, consequentemente, os efeitos colaterais que ela pode causar foram dribladas com a associação do selênio, que ajudou a poupar as células normais e atingir apenas as células tumorais. Os testes foram feitos in vitro e ainda precisam ser validados em animais.

A pesquisa foi finalista na categoria inovação tecnológica em oncologia da edição 2019 do prêmio Octavio Frias de Oliveira, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A patente foi registrada nos EUA com ajuda da Universidade do Texas. 

A pesquisa sobre o ipê-roxo é apenas uma das desenvolvidas por Pessoa e seus colegas nos laboratórios da UFC. Desde 2000 já foram estudadas cerca de 50 espécies de plantas de biomas como caatinga, cerrado e mata atlântica, com potencial analisado de mais de 10 mil moléculas. Outra árvore, o jacarandá-do-litoral (Platymiscium floribundum), encontrada principalmente no Ceará e na Bahia, tem sido investigada pelo mesmo grupo de pesquisadores para outra doença, a síndrome mielodisplásica (SMD). Ela atinge a medula, principalmente de pessoas acima de 60 anos de idade ou expostas a agrotóxicos. O avanço da doença levar à leucemia mieloide aguda.

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Elas chegaram e passaram a ocupar o centro do debate contemporâneo, marcando presença nos bares, cafés, esquinas, salas de aula e laboratórios de pesquisa. Promovem a desordem, achincalham personagens públicos, abalam a credibilidade de instituições, estremecem o cenário político e fazem troça da democracia. Nem mesmo as vacinas, capazes de evitar uma série de doenças, como o sarampo e a poliomielite, até então erradicadas no país, escapam dos efeitos das fake news.

Como um vírus, elas se espalham pelas redes sociais digitais e aplicativos a uma velocidade acentuada. O assunto é tão sério que as fake news foram eleitas o tema do ano em 2017 devido ao súbito aumento de sua presença na vida contemporânea, no Brasil e em muitos outros recantos.

O UFMG Talks convidou neste mês a professora Geane Alzamora, do Departamento de Comunicação Social, e o professor Fabrício Benevenuto, do Departamento de Ciência da Computação, ambos da UFMG, para conversar com o público e explicar como suas pesquisas podem ajudar na compreensão e no combate a esse fenômeno contemporâneo.

 

Crença e monitoramento

 

Para Geane Alzamora, o motor que impulsiona o compartilhamento das fake news é a crença. “A lógica de sua disseminação é a do boato e, quando ganha proporções globais, é muito difícil distinguir onde está a origem das informações”, explicou.

Fabrício Benvenuto apresentou uma ferramenta que monitora o WhatsApp, o Facebook e o Twitter. “Ao observar o que estava acontecendo nas eleições norte-americanas e a polarização da população devido às campanhas de desinformação, resolvemos desenvolver sistemas que auxiliassem, de alguma forma, a identificar e combater as fake news”, comentou.

A gravação em vídeo do encontro, realizado no dia 9 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, já está disponível no canal da TV UFMG no YouTube. Assista ao programa: https://www.youtube.com/watch?v=l1II680RLRo 

 

Inspiração

Uma vez por mês, o teatro do CCBB, em Belo Horizonte, recebe o UFMG Talks e reúne as pessoas para uma conversa descontraída sobre algum tema de interesse geral. A atividade é inspirada nas palestras do TED (sigla em inglês para Technology, Entertainment and Design).

O tema da próxima edição será revolução genética e as tecnologias para manipulação do DNA. Agendado para 6 de novembro, o encontro terá como convidados os professores Ivan Domingues, da Fafich, e Silvia Guatimosim, do ICB. Para fechar o ano, no dia 4 de dezembro, a última edição do UFMG Talks será sobre música.

 

O UFMG Talks é uma iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa (PRPq), realizada em parceria com o Centro de Comunicação (Cedecom), e conta com o apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

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Os doutores Rodrigo Araújo Lima Rodrigues (Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde), Lucas da Silva Reis (Ciências Exatas e da Terra e Engenharias) e Luana Carla Martins Akinruli (Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes) foram agraciados com o Grande Prêmio de Teses UFMG 2019. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira, dia 14, em cerimônia realizada no auditório da Reitoria. A premiação integra a programação da 28ª Semana do Conhecimento.

Os autores dos melhores trabalhos defendidos em 2018 foram escolhidos por comissão ad hoc instituída pela Câmara de Pós-graduação entre as 55 teses indicadas por seus respectivos programas, agrupadas em três grandes áreas do conhecimento.

Eloquência dos números

O pró-reitor de Pós-graduação, Fábio Alves, lembrou que o ano de 2019 foi de dificuldades para a UFMG em razão do impacto de ações externas que comprometeram o financiamento da área e criaram obstáculos para a produção do conhecimento. No entanto, ele expôs um panorama que comprova a vitalidade da pós-graduação da Universidade, que possui, por exemplo, 65,5% dos seus programas com notas 5, 6 e 7 na avaliação da Capes.

“Temos números eloquentes, magnificados por uma excelência distribuída em todas as áreas do conhecimento”, disse o pró-reitor, acrescentando que, em quase sete décadas de história, a UFMG gerou quase 32 mil dissertações e 11,7 mil teses de doutorado. “Esse magnífico resultado não é apenas quantitativo. Revela-se, sobretudo, pela excelência dessa produção acadêmica, pelo seu impacto científico e pela relevância social”, observou o professor.

A despeito das dificuldades, Fábio Alves destacou que, neste ano, tiveram início as atividades do programa institucional de internacionalização da pós-graduação, o Capes-PrInt, que, segundo ele, reafirma o compromisso da UFMG em “desenvolver ações transversais e transdisciplinares". De acordo com o pró-reitor, a UFMG aprovou o envio de 75 doutorandos para estágio-sanduíche no exterior e 45 docentes para temporadas como professores visitantes em instituições exteriores. Em contrapartida, 25 jovens doutores com experiência no exterior chegaram à UFMG para atuar durante 12 meses, e 36 professores visitantes estrangeiros cumprirão estadas de até 15 dias.

O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, elogiou a pós-graduação da UFMG – “consolidada e de qualidade” – e lamentou que todo o sistema de geração do conhecimento do país, incluindo as universidades e as agências de fomento, como a que preside, seja pouco valorizado pela sociedade brasileira. “Desenvolvemos pesquisas de abrangência global, contamos com pesquisadores de classe mundial, e a UFMG, por exemplo, é recordista em patentes. Mas por que recebemos esse tratamento?”, refletiu ele, referindo-se aos recorrentes cortes orçamentários que têm ameaçado a sobrevivência de instituições como Capes, CNPq e a própria Fapemig.

Representante de área na Capes, a professora Adelina Martha dos Reis, do ICB, fez uma análise da evolução da pós-graduação no Brasil, que tem formado, por ano, cerca de 60 mil mestres e 22 mil doutores. “Só nos últimos 15 anos, a expansão foi de 200%”, calculou. Esse desempenho, no entanto, ainda está aquém das necessidades do país. “Há quem diga que formamos doutores em excesso, mas isso não é verdade. Nossos índices são de 7 a 8 doutores por 100 mil habitantes; nos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], essa taxa varia de 20 a 30 doutores por 100 mil.”

Déjà-vu e resistência

No pronunciamento que encerrou a cerimônia, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida destacou o empenho dos agraciados da atual edição (a 13ª) e dos das anteriores. “Vocês constituem um exemplo de dedicação, tenacidade e superação. Sabemos que não foi pouco o que vocês tiveram que abrir mão para chegar até aqui. A  Instituição e o país lhes agradecem”, disse ela.

Sandra Goulart voltou a lamentar as dificuldades vividas nos dias atuais, que, em sua visão, dão certa sensação de déjà-vu, principalmente no âmbito das universidades públicas. “A nossa jovem universidade já viu, e viu de novo, depois mais uma vez, e agora mais uma, a ascensão do autoritarismo, a perseguição do livre pensamento, a ameaça ao funcionamento das instituições, a tentativa de seu estrangulamento financeiro, o desrespeito à autonomia, o culto à ignorância, ao obscurantismo e ao anti-intelecualismo”, criticou.

Ao fim do seu discurso, a reitora, que foi bastante aplaudida pelo público que lotou o auditório da Reitoria, disse que a cerimônia representava mais do que uma homenagem aos autores das melhores teses de 2018. “Ela sinaliza uma demonstração de força, esperança e coesão, um ato de resistência, a luta por um sonho para todos nós que fazemos parte desta comunidade que tanto amamos. Não podemos retroceder, não podemos esmorecer”, conclamou Sandra Goulart Almeida.

 

Corpos finitos

Lucas da Silva Reis, autor da pesquisa Contemporary Topics in Finite Fields: Existence, characterization, construction and enumeration problems, foi o vencedor no grupo das Ciências Exatas e da Terra e Engenharias. Ele foi orientado pelo professor Fabio Enrique Brochero Martinez e coorientado por Daniel Panário, do Programa de Pós-graduação em Matemática, do ICEx. O trabalho concorreu com outras 10 teses.

No trabalho, distribuído em oito capítulos, Reis discorreu sobre vários problemas teóricos e práticos da Teoria de Corpos Finitos. No segundo capítulo, o pesquisador apresenta definições, notações e resultados básicos dessa teoria e áreas afins, como Álgebra e Teoria dos Números.

Os principais objetos de estudo incluem polinômios, funções polinomiais e elementos em corpos finitos. O autor discutiu problemas relacionados a existência, construção, caracterização e enumeração. Embora a abordagem seja fundamentalmente teórica, muitos dos problemas surgiram de questões práticas, compiladas de contribuições originais de artigos e pesquisas.

 

Menções honrosas

 Duas teses receberam menção honrosa: Corpos em baile – giros da literatura, giro do afeto nas Gerais, de Gabriel Túlio de Oliveira, sob orientação do professor Bernardo Machado Gontijo, do Programa de Pós-graduação em Geografia, que compõe o grupo das Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, e Overcoming quinone deactivation: rhodium catalysed C-H activation as new gateway for pontent trypanocidal prototypes, de Guilherme Augusto de Melo Jardim, orientado pelo professor  Eufrânio Nunes da Silva Junior, do Programa de Pós-graduação em Química, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx).

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Imagem: UFMG

Pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Química da UFMG, em parceria com a Polícia Federal, deu origem a um “método simples, robusto e de baixo custo” para identificação e caracterização de adulteração em carnes bovinas in natura. Segundo a pesquisadora Karen Nunes, o objetivo da pesquisa foi simplificar as perícias promovidas pelos agentes. 

A adição de água, sais e outros adulterantes aumenta a capacidade de retenção de água pela carne, propiciando fraude comercial, uma vez que o preço do produto é estabelecido pelo peso. O procedimento já gerou diversas operações da Polícia Federal, entre as quais, Vaca atolada (2012) e Carne fraca (2017).

Detecção de produtos não cárneos

Karen Nunes foi estagiária da Policia Federal no setor de Perícias e, quando começou a desenvolver sua dissertação de mestrado na UFMG, vislumbrou a possibilidade de estudar as adulterações em carnes, em razão da sua atuação na operação Vaca atolada. No doutorado, a pesquisadora deu sequência ao projeto e desenvolveu, com base em dados de espectroscopia de absorção no infravermelho médio e Raman, um método para detecção de produtos não cárneos nas amostras. Karen afirma que os melhores resultados são obtidos quando a análise é feita por meio da purga da carne, por causa de sua homogeneidade em relação aos diferentes cortes do produto.

Segundo o perito criminal Marcus Andrade, a perícia da PF sempre teve dificuldade técnica de determinar os elementos presentes na carne, na investigação de adulterações. Segundo ele, Karen cumpriu os objetivos propostos pela PF e propôs um modelo que possibilita que a perícia seja feita de forma mais rápida e eficaz do que a processada pelo método tradicional. Andrade ressalva que o processo ainda precisa ser refinado para sua aplicação em campo, mas acredita que 90% do trabalho já esteja concluído.

Assista ao vídeo produzido pela TV UFMG: https://www.youtube.com/watch?time_continue=37&v=NBzHYCsjt2w

Equipe: Frederico Gandra (produção e reportagem), Antônio Soares (imagens), Marcia Botelho (edição de imagens) e Pablo Nogueira (edição de conteúdo).

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