Estudo analisa relação entre 'câmaras de eco' e polarização política

Roberta Coeli: grupos opostos e ideologicamente bem definidos

O debate político tem sido travado, em grande parte, nas redes sociais. Em razão da possibilidade de o usuário criar filtros para bloquear pessoas e informações indesejadas, essas redes contribuem para a formação das chamadas câmaras de eco, em que o indivíduo visualiza opiniões com as quais se identifica e discute com pessoas que têm ideias similares às suas.

Segundo pesquisa realizada no Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG, as câmaras de eco podem ter impacto significativo no fenômeno de polarização política entre os brasileiros nas redes sociais. “Encontramos grupos ideologicamente opostos e bem definidos, com pouca variação no volume de pessoas em cada um dos lados, ao longo do tempo. Isso indica que a maioria dos brasileiros está consumindo, disseminando e discutindo ideias semelhantes às próprias nas mídias sociais on-line, e o espaço para posições alternativas é pouco ou nenhum”, afirma a engenheira de computação Roberta Coeli Neves Moreira, que defendeu sua dissertação de mestrado no início deste ano.

O estudo de Roberta Coeli, que analisou a polarização dos deputados federais nas votações na Câmara e a do público em postagens no Twitter, foi abordado em matéria publicada na edição 2.063 do Boletim UFMG, que circula nesta semana.

Última modificação em Terça, 18 Junho 2019 18:43