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Elas chegaram e passaram a ocupar o centro do debate contemporâneo, marcando presença nos bares, cafés, esquinas, salas de aula e laboratórios de pesquisa. Promovem a desordem, achincalham personagens públicos, abalam a credibilidade de instituições, estremecem o cenário político e fazem troça da democracia. Nem mesmo as vacinas, capazes de evitar uma série de doenças, como o sarampo e a poliomielite, até então erradicadas no país, escapam dos efeitos das fake news.

Como um vírus, elas se espalham pelas redes sociais digitais e aplicativos a uma velocidade acentuada. O assunto é tão sério que as fake news foram eleitas o tema do ano em 2017 devido ao súbito aumento de sua presença na vida contemporânea, no Brasil e em muitos outros recantos.

O UFMG Talks convidou neste mês a professora Geane Alzamora, do Departamento de Comunicação Social, e o professor Fabrício Benevenuto, do Departamento de Ciência da Computação, ambos da UFMG, para conversar com o público e explicar como suas pesquisas podem ajudar na compreensão e no combate a esse fenômeno contemporâneo.

 

Crença e monitoramento

 

Para Geane Alzamora, o motor que impulsiona o compartilhamento das fake news é a crença. “A lógica de sua disseminação é a do boato e, quando ganha proporções globais, é muito difícil distinguir onde está a origem das informações”, explicou.

Fabrício Benvenuto apresentou uma ferramenta que monitora o WhatsApp, o Facebook e o Twitter. “Ao observar o que estava acontecendo nas eleições norte-americanas e a polarização da população devido às campanhas de desinformação, resolvemos desenvolver sistemas que auxiliassem, de alguma forma, a identificar e combater as fake news”, comentou.

A gravação em vídeo do encontro, realizado no dia 9 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, já está disponível no canal da TV UFMG no YouTube. Assista ao programa: https://www.youtube.com/watch?v=l1II680RLRo 

 

Inspiração

Uma vez por mês, o teatro do CCBB, em Belo Horizonte, recebe o UFMG Talks e reúne as pessoas para uma conversa descontraída sobre algum tema de interesse geral. A atividade é inspirada nas palestras do TED (sigla em inglês para Technology, Entertainment and Design).

O tema da próxima edição será revolução genética e as tecnologias para manipulação do DNA. Agendado para 6 de novembro, o encontro terá como convidados os professores Ivan Domingues, da Fafich, e Silvia Guatimosim, do ICB. Para fechar o ano, no dia 4 de dezembro, a última edição do UFMG Talks será sobre música.

 

O UFMG Talks é uma iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa (PRPq), realizada em parceria com o Centro de Comunicação (Cedecom), e conta com o apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

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Os doutores Rodrigo Araújo Lima Rodrigues (Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde), Lucas da Silva Reis (Ciências Exatas e da Terra e Engenharias) e Luana Carla Martins Akinruli (Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes) foram agraciados com o Grande Prêmio de Teses UFMG 2019. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira, dia 14, em cerimônia realizada no auditório da Reitoria. A premiação integra a programação da 28ª Semana do Conhecimento.

Os autores dos melhores trabalhos defendidos em 2018 foram escolhidos por comissão ad hoc instituída pela Câmara de Pós-graduação entre as 55 teses indicadas por seus respectivos programas, agrupadas em três grandes áreas do conhecimento.

Eloquência dos números

O pró-reitor de Pós-graduação, Fábio Alves, lembrou que o ano de 2019 foi de dificuldades para a UFMG em razão do impacto de ações externas que comprometeram o financiamento da área e criaram obstáculos para a produção do conhecimento. No entanto, ele expôs um panorama que comprova a vitalidade da pós-graduação da Universidade, que possui, por exemplo, 65,5% dos seus programas com notas 5, 6 e 7 na avaliação da Capes.

“Temos números eloquentes, magnificados por uma excelência distribuída em todas as áreas do conhecimento”, disse o pró-reitor, acrescentando que, em quase sete décadas de história, a UFMG gerou quase 32 mil dissertações e 11,7 mil teses de doutorado. “Esse magnífico resultado não é apenas quantitativo. Revela-se, sobretudo, pela excelência dessa produção acadêmica, pelo seu impacto científico e pela relevância social”, observou o professor.

A despeito das dificuldades, Fábio Alves destacou que, neste ano, tiveram início as atividades do programa institucional de internacionalização da pós-graduação, o Capes-PrInt, que, segundo ele, reafirma o compromisso da UFMG em “desenvolver ações transversais e transdisciplinares". De acordo com o pró-reitor, a UFMG aprovou o envio de 75 doutorandos para estágio-sanduíche no exterior e 45 docentes para temporadas como professores visitantes em instituições exteriores. Em contrapartida, 25 jovens doutores com experiência no exterior chegaram à UFMG para atuar durante 12 meses, e 36 professores visitantes estrangeiros cumprirão estadas de até 15 dias.

O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, elogiou a pós-graduação da UFMG – “consolidada e de qualidade” – e lamentou que todo o sistema de geração do conhecimento do país, incluindo as universidades e as agências de fomento, como a que preside, seja pouco valorizado pela sociedade brasileira. “Desenvolvemos pesquisas de abrangência global, contamos com pesquisadores de classe mundial, e a UFMG, por exemplo, é recordista em patentes. Mas por que recebemos esse tratamento?”, refletiu ele, referindo-se aos recorrentes cortes orçamentários que têm ameaçado a sobrevivência de instituições como Capes, CNPq e a própria Fapemig.

Representante de área na Capes, a professora Adelina Martha dos Reis, do ICB, fez uma análise da evolução da pós-graduação no Brasil, que tem formado, por ano, cerca de 60 mil mestres e 22 mil doutores. “Só nos últimos 15 anos, a expansão foi de 200%”, calculou. Esse desempenho, no entanto, ainda está aquém das necessidades do país. “Há quem diga que formamos doutores em excesso, mas isso não é verdade. Nossos índices são de 7 a 8 doutores por 100 mil habitantes; nos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], essa taxa varia de 20 a 30 doutores por 100 mil.”

Déjà-vu e resistência

No pronunciamento que encerrou a cerimônia, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida destacou o empenho dos agraciados da atual edição (a 13ª) e dos das anteriores. “Vocês constituem um exemplo de dedicação, tenacidade e superação. Sabemos que não foi pouco o que vocês tiveram que abrir mão para chegar até aqui. A  Instituição e o país lhes agradecem”, disse ela.

Sandra Goulart voltou a lamentar as dificuldades vividas nos dias atuais, que, em sua visão, dão certa sensação de déjà-vu, principalmente no âmbito das universidades públicas. “A nossa jovem universidade já viu, e viu de novo, depois mais uma vez, e agora mais uma, a ascensão do autoritarismo, a perseguição do livre pensamento, a ameaça ao funcionamento das instituições, a tentativa de seu estrangulamento financeiro, o desrespeito à autonomia, o culto à ignorância, ao obscurantismo e ao anti-intelecualismo”, criticou.

Ao fim do seu discurso, a reitora, que foi bastante aplaudida pelo público que lotou o auditório da Reitoria, disse que a cerimônia representava mais do que uma homenagem aos autores das melhores teses de 2018. “Ela sinaliza uma demonstração de força, esperança e coesão, um ato de resistência, a luta por um sonho para todos nós que fazemos parte desta comunidade que tanto amamos. Não podemos retroceder, não podemos esmorecer”, conclamou Sandra Goulart Almeida.

 

Corpos finitos

Lucas da Silva Reis, autor da pesquisa Contemporary Topics in Finite Fields: Existence, characterization, construction and enumeration problems, foi o vencedor no grupo das Ciências Exatas e da Terra e Engenharias. Ele foi orientado pelo professor Fabio Enrique Brochero Martinez e coorientado por Daniel Panário, do Programa de Pós-graduação em Matemática, do ICEx. O trabalho concorreu com outras 10 teses.

No trabalho, distribuído em oito capítulos, Reis discorreu sobre vários problemas teóricos e práticos da Teoria de Corpos Finitos. No segundo capítulo, o pesquisador apresenta definições, notações e resultados básicos dessa teoria e áreas afins, como Álgebra e Teoria dos Números.

Os principais objetos de estudo incluem polinômios, funções polinomiais e elementos em corpos finitos. O autor discutiu problemas relacionados a existência, construção, caracterização e enumeração. Embora a abordagem seja fundamentalmente teórica, muitos dos problemas surgiram de questões práticas, compiladas de contribuições originais de artigos e pesquisas.

 

Menções honrosas

 Duas teses receberam menção honrosa: Corpos em baile – giros da literatura, giro do afeto nas Gerais, de Gabriel Túlio de Oliveira, sob orientação do professor Bernardo Machado Gontijo, do Programa de Pós-graduação em Geografia, que compõe o grupo das Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, e Overcoming quinone deactivation: rhodium catalysed C-H activation as new gateway for pontent trypanocidal prototypes, de Guilherme Augusto de Melo Jardim, orientado pelo professor  Eufrânio Nunes da Silva Junior, do Programa de Pós-graduação em Química, do Instituto de Ciências Exatas (ICEx).

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Imagem: UFMG

Pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Química da UFMG, em parceria com a Polícia Federal, deu origem a um “método simples, robusto e de baixo custo” para identificação e caracterização de adulteração em carnes bovinas in natura. Segundo a pesquisadora Karen Nunes, o objetivo da pesquisa foi simplificar as perícias promovidas pelos agentes. 

A adição de água, sais e outros adulterantes aumenta a capacidade de retenção de água pela carne, propiciando fraude comercial, uma vez que o preço do produto é estabelecido pelo peso. O procedimento já gerou diversas operações da Polícia Federal, entre as quais, Vaca atolada (2012) e Carne fraca (2017).

Detecção de produtos não cárneos

Karen Nunes foi estagiária da Policia Federal no setor de Perícias e, quando começou a desenvolver sua dissertação de mestrado na UFMG, vislumbrou a possibilidade de estudar as adulterações em carnes, em razão da sua atuação na operação Vaca atolada. No doutorado, a pesquisadora deu sequência ao projeto e desenvolveu, com base em dados de espectroscopia de absorção no infravermelho médio e Raman, um método para detecção de produtos não cárneos nas amostras. Karen afirma que os melhores resultados são obtidos quando a análise é feita por meio da purga da carne, por causa de sua homogeneidade em relação aos diferentes cortes do produto.

Segundo o perito criminal Marcus Andrade, a perícia da PF sempre teve dificuldade técnica de determinar os elementos presentes na carne, na investigação de adulterações. Segundo ele, Karen cumpriu os objetivos propostos pela PF e propôs um modelo que possibilita que a perícia seja feita de forma mais rápida e eficaz do que a processada pelo método tradicional. Andrade ressalva que o processo ainda precisa ser refinado para sua aplicação em campo, mas acredita que 90% do trabalho já esteja concluído.

Assista ao vídeo produzido pela TV UFMG: https://www.youtube.com/watch?time_continue=37&v=NBzHYCsjt2w

Equipe: Frederico Gandra (produção e reportagem), Antônio Soares (imagens), Marcia Botelho (edição de imagens) e Pablo Nogueira (edição de conteúdo).

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Imagem do nascimento de uma estrela binária

 

Equipe internacional de astrônomos conseguiu obter uma imagem de altíssima resolução do nascimento de uma estrela binária, por meio da utilização do radiotelescópio Atacama Large Milimetric/submilimetric Array (Alma). A observação do fenômeno lança luz sobre as fases iniciais da vida das estrelas e ajuda os pesquisadores a determinarem as condições nas quais elas nascem. Publicado na última quinta-feira, 3 de outubro, na revista norte-americana Science, o estudo contou com a participação do professor Gabriel Franco, do Departamento de Física, sob a liderança do pesquisador Felipe Alves, ex-aluno de graduação e mestrado na UFMG. 

A imagem inédita mostra dois discos nos quais estrelas jovens estão crescendo, alimentadas por complexa rede de filamentos de gás e poeira, em formato semelhante ao de um pretzel. As duas estrelas-bebês foram encontradas no sistema [BHB2007] 11, o integrante mais jovem de um pequeno aglomerado estelar na nebulosa escura Barnard 59, que faz parte das nuvens de poeira interestelar denominadas Nebulosa do Cachimbo. 

Origem

Graças à alta resolução do radiotelescópio Alma, foi possível identificar a estrutura interna do objeto. O estudo teve origem há cerca de 15 anos, quando Felipe Alves, orientado em seu mestrado na UFMG pelo professor Gabriel Franco, começou a observar a nuvem molecular interestelar onde a estrela binária é gestada. “Realizamos os primeiros estudos da nuvem utilizando a infraestrutura do Observatório do Pico dos Dias (LNA/MCTI), no Sul de Minas”, conta Franco. “Os resultados que obtivemos nessa fase inicial nos levaram a procurar novos colaboradores e infraestruturas mais potentes, culminando com o resultado apresentado na Science", acrescenta o professor.

Características e descobertas

“Vemos duas fontes compactas que interpretamos como discos circunstelares em torno de duas estrelas jovens”, explica Felipe Alves, que atualmente é pesquisador do Centro de Estudos Astroquímicos do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha. Um disco circunstelar é o anel de gás e poeira que rodeia uma estrela jovem. A estrela incorpora matéria do anel e cresce.

Segundo Alves, o tamanho de cada disco é semelhante ao cinturão de asteroides do Sistema Solar. A separação entre eles é 28 vezes maior do que a distância entre a Terra e o Sol. Os dois discos circunstelares estão rodeados por um disco maior, com massa total cerca de 80 vezes maior que a Júpiter. Ele exibe complexa rede de estruturas de poeira distribuídas em formas espirais.

As estrelas-bebês acumulam massa do disco maior em dois estágios. O primeiro ocorre quando a massa é transferida para os discos circunstelares individuais em laços giratórios, fenômeno mostrado pela nova imagem do Alma. A análise dos dados também revelou que o disco circunstelar menos massivo, porém mais brilhante, acumula mais material. 

No segundo estágio, as estrelas acumulam massa a partir de seus discos circunstelares. “Esperamos que esse processo de acréscimo em dois níveis conduza a dinâmica do sistema binário durante sua fase de acréscimo em massa,” acrescenta Alves. “Embora o bom acordo dessas observações com a teoria já seja muito promissor, precisaremos estudar mais sistemas binários jovens em detalhes para entender melhor como é que estrelas múltiplas se formam", pondera Felipe Alves.

O telescópio

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou simplesmente Alma, é um telescópio de última geração que estuda a radiação produzida por alguns dos objetos mais frios do Universo. Essa radiação tem comprimento de onda da ordem do milímetro, entre o infravermelho e as ondas de rádio – por isso, é designada como radiação milimétrica e submilimétrica. 

Maior projeto astronômico terrestre da atualidade, a instalação internacional é fruto de parceria do European Southern Observatory, da Fundação Nacional de Ciências dos EUA e dos Institutos Nacionais de Ciências da Natureza do Japão, em cooperação com a República do Chile.

 

(Luíza França / Com informações do European Southern Observatory – ESO)

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No dia 14 de outubro acontecerá o evento denominado “Perspectivas e Debates Para o Ensino Superior”. Organizado pela Divisão de Ensino do Departamento de Química, o evento terá como objetivo principal promover o debate sobre metodologias e estratégias de educação para o Ensino Superior.

Haverá emissão de certificados mediante inscrição através do link: https://www.qui.ufmg.br/formulario-de-inscricao-perspectivas-e-debates-para-o-ensino-superior/

Data: 14/10/2019

Horário: 14h00 às 17h00

 

Local: Auditório II Departamento de Química

 

 

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Lídia Andrade, Felipe Reis e Polyane Reis com modelos tridimensionais das estruturas nanométricas

A nanotecnologia está a cada dia mais presente no cotidiano, mas pouca gente sabe disso. Muito mais reais do que parecem nos filmes da Marvel, os nanomateriais estão presentes nos pneus e até na cardiologia. Explicar as vastas aplicações desse campo é o principal objetivo do projeto Nanoeducar: enxergando o invisível. Desenvolvido por equipe interdisciplinar, o projeto tomou forma ao ser contemplado em edital da Apubh que selecionou propostas de divulgação científica na UFMG. 

Segundo a pesquisadora Lídia Maria de Andrade, do Departamento de Física da UFMG, uma das responsáveis pelo projeto, a nanotecnologia tem alterado drasticamente as propriedades físicas, óticas e os modos de uso dos materiais conhecidos. Além disso, essa tecnologia, que só começou a ser estudada na segunda metade do século 20, tem possibilitado até mesmo o desenvolvimento de novos materiais. Isso tudo porque trabalha com materiais em dimensões quase atômicas – o nanômetro, sua medida-base, equivale a um bilionésimo de metro –, o que favorece o processamento de alterações profundas e precisas nesses materiais.

Entre a crescente importância da nanotecnologia nas nossas vidas e a pouca informação sobre as pesquisas realizadas no Brasil, surgiu a proposta do Nanoeducar. O projeto se baseia na produção de material educativo sobre a nanotecnologia, na forma de revistinhas, animações com o mascote Faraó Tutacanano e modelos tridimensionais das estruturas nanométricas. Também investe no incentivo às crianças para que interpretem as informações usando massinhas e recicláveis, comparando com o aprendizado obtido por meio do material do Nanoeducar

Detalhes do projeto estão descritos em matéria publicada na edição 2.073 do Boletim UFMG, que circula nesta semana.

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XQUAD UFMG team at the Reitoria

A equipe XQuad, vinculada à UFMG e patrocinada pelo Departamento de Ciência da Computação do ICEx, participará da corrida de drones autônomos que ocorrerá no próximo mês em Orlando, na Flórida. Esse tipo de evento, assim como as competições de Fórmula 1, reúne milhares de pessoas para acompanharem o desempenho e velocidade dos competidores. No entanto, os participantes da corrida se encontram confortavelmente sentados, guiando as ações por meio de radiocontrole.

A modalidade mais famosa das corridas radicais é a Drone Racing League (DRL), criada em 2015, nos Estados Unidos. Os drones usados no racha pesam menos de 1 quilo e custam cerca de 600 dólares. Cada temporada é composta por oito etapas e tem como recompensa 1 milhão de dólares para a equipe vencedora.

Na temporada deste ano, a novidade será a modalidade de drones autônomos, controlados por inteligência artificial. O veículo possui um conjunto de sensores que enviam informações para um computador embarcado na aeronave. O drone também recebe um trajeto parcial (pontos pelos quais ele precisa passar), mas é seu algoritmo que define como ele deve percorrer o caminho. Em outros termos, a máquina toma decisões sozinha. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se especializou nesse tipo de projeto. “É como na Fórmula 1. A tecnologia desenvolvida nos carros de corrida acaba inserida nos automóveis de passeio. No futuro, nosso trabalho será utilizado em

várias áreas, como monitoramento ambiental, segurança e agricultura de precisão”, prevê Douglas Macharet, coordenador da XQuad, equipe que concorrerá ao prêmio de 1 milhão de dólares. 

 

 

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Brasão com o lema oficial da UFMG

À Comunidade Acadêmica do ICEx/UFMG

 

A Congregação do Instituto de Ciências Exatas, em sua reunião realizada em 25 de setembro de 2019, aprovou por unanimidade o endosso à Moção dos Órgãos de Deliberação Superior da UFMG, datada de 24 de setembro de 2019, divulgada a seguir:

Leia a íntegra do comunicado.

Moção orçamento 2020.

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Apresentadas sob forma de notícias, informações tendenciosas se espalham em velocidade cada vez maior pelas redes sociais e já interferem no cenário político, na saúde pública e até mesmo na credibilidade das pesquisas científicas. São as chamadas fake news, termo eleito a expressão do ano em 2017, devido ao súbito aumento da sua utilização.

Para discutir esse tema, a nova edição do UFMG Talks, que acontece em 9 de outubro, às 18h, vai conversar com os professores Fabrício Benevenuto, da Computação, e Geane Alzamora, da Comunicação. Ao abordar as pesquisas desenvolvidas na UFMG, eles discutirão quais as melhores práticas e estratégias devem ser adotadas para enfrentar este problema e distinguir informações falsas de conteúdos confiáveis.

O UFMG Talks tem entrada gratuita e os ingressos são distribuídos na bilheteria do CCBB no dia do evento, a partir das 18h, sujeito à lotação. Após uma breve apresentação de cada professor, o encontro abre o debate para o público, que participa enviando perguntas pelo WhatsApp.

Os convidados

Fabrício Benevenuto é professor adjunto do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, Fabrício Benevenuto desenvolve projetos de medição e modelagem do comportamento de usuários nas redes sociais on-line. Cursou graduação (2004), mestrado (2006) e doutorado (2010) em ciência da computação na UFMG. Em 2011, recebeu o prêmio Capes de Teses. Participa de importantes eventos relacionados à web, como as conferências WWW, Sigir, KDD, WSDM e ICWSM.

Foi pesquisador visitante no HP Research Labs em Palo Alto, nos Estados Unidos, e no Instituto Max Planck, na Alemanha, onde recebeu bolsa da Humboldt Foundation.

Geane Alzamora é professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG, e atua nas áreas de semiótica e teorias do jornalismo, com foco na dinâmica transmídia, na rede intermídia e no jornalismo multiplataforma. Graduou-se em comunicação social com habilitação em jornalismo pela PUC Minas (1990) e cursou mestrado (1996) e doutorado (2005) em comunicação e semiótica na PUC-SP..

Fez estágio doutoral (2003-2004) na Universität Kassel, na Alemanha, e cursou o pós-doutorado (2014-2015) na Universitat Pompeu Fabra, na Espanha. É integrante do Núcleo de Pesquisa em Conexões Intermidiáticas (NucCon), vinculado ao Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM) da UFMG.

 

(Fonte: Assessoria de Comunicação de UFMG Talks)

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Perfil do

Um perfil no Twitter, o Bot Bandejão UFMG, posta diariamente e de forma automática os cardápios das cinco unidades dos restaurantes universitários. O robô, que já tem mais de dois mil seguidores na rede social, é resultado de pesquisas desenvolvidas por Vitor de Oliveira Mafra, aluno do quarto período do curso de Sistemas de Informação da UFMG.

Vitor tem 19 anos, e o robô é o seu primeiro projeto na área de sistemas de informação. Sua intenção foi desenvolver um programa que tornasse as informações do cardápio, que são de caráter público, mais acessíveis. “Escolhi a computação porque é algo cada vez mais presente em nossa vida, e com ela eu conseguiria impactar a vida de várias pessoas. Observei que o cardápio não era postado em nenhuma rede social e, como o site da Fump não é bem reconhecido no celular, enxerguei nisso uma oportunidade”, justifica.

A dificuldade inicial foi descobrir quais técnicas e linguagens precisaria usar para atacar seu “problema”. Para isso, Mafra utilizou o Python, linguagem de programação que contém uma biblioteca de código que possibilita fazer as postagens automáticas no Twitter. Em seguida, o estudante desenvolveu uma pequena pesquisa antes de definir o que seria colocado nos posts, até chegar ao resultado final: pratos proteicos, guarnição e a sobremesa. “Não fazia sentido publicar algo que todos já sabem,

daí a ideia de perguntar às pessoas o que realmente as fazia decidir se iriam ao bandejão e a qual iriam”, revela. 

O estudante leu o livro Automatize tarefas maçantes com o Python e fez algumas buscas na internet, o que lhe possibilitou pensar a melhor solução para um problema específico sem gerar outros. “As bibliotecas facilitaram bastante o meu trabalho. Não precisei desenvolver um aplicativo para postar os tuítes, pois a plataforma já faz isso para mim”, esclarece Vítor Mafra.

Editor de códigos

O robô entra automaticamente no site da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump), encontra os cardápios de todos os restaurantes setoriais da UFMG e os coloca no Twitter. As postagens são feitas às 9h, com as informações sobre o almoço, e às 17h, com o cardápio do jantar. Esse processo só é possível graças ao código escrito por Mafra no programa Visual Studio Code. “Só preciso ligar o computador e deixar o programa aberto para funcionar. A ideia é aperfeiçoá-lo, observando as exceções e, em seguida, colocá-lo no servidor”, expõe.

O Twitter foi escolhido por se tratar de uma rede social de fácil utilização e por ter o Phyton como ferramenta de auxílio. “A plataforma entendeu as postagens como algo importante para a comunidade acadêmica da UFMG. Isso permitiu que ela rapidamente alcançasse um número maior de pessoas", afirma Vitor. O repositório com o código encontra-se na descrição do perfil, o que concede a outras pessoas o acesso para aperfeiçoamento do projeto. O código também pode ser usado como base para criação de outros bots

Criado em 28 de agosto deste ano, o robot (@bot_RU_UFMG) passou por algumas reformulações até 7 de setembro, data em que entrou no ar.

A UFMG mantém cinco restaurantes universitários: campus Pampulha (dois), campus Saúde, Faculdade de Direito e Montes Claros. Os horários de funcionamento estão informados no site da Fump, que disponibiliza o mesmo cardápio para os restaurantes da Faculdade de Direito e do campus Saúde.

 

(Samuel Resende)

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